OPEP

Procura mundial de petróleo aumentou 1,64% em 2017

Espera-se que anúncio da OPEP mantenha preços a descer

Evolução é sustentada por dados "melhores do que os estimados" na Europa e na China.

A procura mundial de petróleo aumentou 1,64% em 2017 para um total de 96,99 milhões de barris por dia, sustentada por dados “melhores do que os estimados” na Europa e na China.

Segundo o mais recente relatório mensal da OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo), este aumento de 1,64%, equivalente a 1,57 milhões de barris diários, traduz crescimentos da procura dos países europeus da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico), de 1,31% e da China, de 4,1%.

No ano passado a procura de petróleo dos Estados Unidos aumentou 1,13% e da Índia 1,8%.

Face ao relatório de dezembro, os analistas da OPEP reviram em alta a procura petrolífera global de 2017 em quase mais 50.000 barris, adiantando que “esta revisão em alta deve-se sobretudo a dados melhores do que os esperados na Europa (OCDE) e China”.

Para 2018, a OPEP mantém a estimativa de crescimento estável, designadamente um aumento de 1,57% (1,53 milhões de barris por dia) para 98,51 milhões de barris por dia.

Em relação à produção da própria OPEP, a organização reconhece que esta produziu em dezembro 32,42 milhões de barris por dia, mais 42.000 barris por dia do que em novembro.

Na Venezuela a produção diminuiu 216.000 milhões de barris por dia entre os meses de novembro e dezembro.

Para 2018, os analistas da OPEP estimam uma média de 33,1 milhões de barris por dia, mais 200.000 barris do que a média de 2017.

A OPEP também prevê que em 2018 se registe uma significativa subida da produção de petróleo dos países não filiados na organização, como Estados Unidos, Rússia e Canadá, que produzirão um total de 58,94 milhões de barris por dia, mais 1,14 milhões de barris por dia do que em 2017.

Este crescimento – de 2% – deve-se sobretudo à subida da produção do petróleo de xisto nos Estados Unidos e no Canadá.

Quanto aos preços do petróleo, que aumentaram devido ao pacto de redução da produção entre a OPEP e outros dez países que não pertencem à OPEP, liderados pela Rússia, os analistas da OPEP sublinham que o preço médio em dezembro foi o mais alto desde junho de 2015.

O preço de referência do barril da OPEP foi de 62,06 dólares em dezembro, mais 29% do que no ano anterior e contra uma média anual em 2017 de 52,42 dólares.

Esta subida dos preços é acompanhada de uma recuperação económica praticamente em todas as regiões do planeta.

O crescimento económico mundial mantém-se em 3,7% em 2017 e em 2018, adianta a OPEP

Apesar de considerar que “o impulso da economia global continua com uma expansão sincronizada em todo o mundo”, a OPEP reconhece que o mundo vive no meio da incerteza em termos geopolíticos.

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