Arrendamento

Procura de quartos para arrendar em Portugal duplicou num ano

Arrendamento imobiliário. Fotografia: Rui Coutinho
Arrendamento imobiliário. Fotografia: Rui Coutinho

A procura por quartos para arrendar em Portugal duplicou num ano, segundo a informação divulgada pelo 'idealista'.

A procura por quartos para arrendar em Portugal duplicou num ano, segundo a informação divulgada hoje pelo portal de anúncios especializado em imobiliário ‘idealista‘.

O primeiro relatório sobre arrendamento de quartos realizado pelo portal registou o aumento da procura em 123%, nos primeiros seis meses deste ano, “ultrapassando assim o dobro de pesquisas realizadas no primeiro semestre de 2015”.

Os dados do documento indicaram, ainda, que o preço dos arrendamentos subiu 9% nos últimos 12 meses, fixando-se nos 220 euros por mês.

As maiores subidas fixaram-se nos distritos de Lisboa (5%) e Porto (0,5%), enquanto na zona de Coimbra houve estabilização de valores.

Na capital os preços são os mais elevados (257 euros/mensais), seguindo-se Porto (209 euros) e Coimbra (173 euros).

Quem partilha casa, segundo o relatório, tem, em média, 31 anos, vive no centro de grandes cidades, não fuma (apesar de tolerante com quem fuma) e não tem, nem permite animais de estimação.

Em Lisboa foi registada a média etária mais alta, com a média de idades a fixar-se nos 31 anos, mais dois que no Porto, com Coimbra a apresentar uma média de idades mais baixa (26 anos), uma vez que tem uma grande população estudantil.

“Em 93% das casas convivem ambos os sexos, enquanto em 6% vivem apenas indivíduos do sexo feminino e 1% exclusivamente masculino”, lê-se ainda no relatório, que mostrou que o arrendamento de quartos deixou de ser opção maioritariamente para estudantes.

Assim, o arrendamento de quartos é “também a opção eleita por jovens nos seus primeiros anos no mercado de trabalho e, em alguns casos, até mais tarde”.

“Por outro lado, partilhar casa continua a ser um estímulo para muitos jovens com vontade de serem independentes e sair da casa dos pais, uma tendência que se espera ver aumentar nos próximos anos”, acrescenta a análise do portal ao estudo.

Para o estudo foram considerados apenas os distritos com uma base estável no ‘idealista’ durante o período analisado e com um número mínimo de 50 anúncios por distrito.

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