Produção Automóvel

Produção de automóveis bate recorde em 2018

Fotografia: André Areias/ Lusa.
Fotografia: André Areias/ Lusa.

Forte crescimento da Autoeuropa, à boleia do T-Roc, permitiu ultrapassagem do anterior máximo, que datava de 1998.

Nunca se produziram tantos automóveis em Portugal como no ano passado. As cinco empresass instaladas em Portugal fabricaram um total de 294 366 carros, mais 67,7% do que em 2017, batendo um recorde que já tinha 20 anos, segundo os dados da ACAP – Associação Automóvel de Portugal. Grande parte deste número histórico deve-se à Autoeuropa, que bateu novo máximo de produção; mas a PSA Mangualde também contribuiu para este recorde devido ao reforço dos turnos de laboração.

Na fábrica de Palmela, o sucesso explica-se em quatro letras: T-Roc, o novo SUV do grupo Volkswagen do qual foram produzidos um total de 220 922 veículos, mais 100,4%. A fábrica de Palmela teve mesmo de criar dois turnos de laboração ao sábado e ao domingo para conseguir responder aos pedidos por este veículo utilitário desportivo um pouco por toda a Europa. Ainda assim, os mais de 20 dias de paragem por falta de peças ao longo do ano impediram que a fábrica conseguisse a meta de produção de 240 mil automóveis estabelecida no início do ano passado. Ao duplicar a produção no ano passado, a Autoeuropa reforçou o estatuto de maior fábrica de automóveis de Portugal.

A PSA de Mangualde ficou no segundo lugar da tabela, depois de ter produzido 63 073 automóveis, mais 17,6% em comparação com o ano anterior. O ano de 2018 ficou marcado pela criação de um terceiro turno de produção, a partir de abril, e que apenas deveria ficar na linha de montagem durante seis meses, para ajudar a fábrica do grupo francês em Vigo no fim da produção da geração anterior dos modelos Berlingo (Citroën) e Partner (Peugeot).

A equipa de 225 operários acabou por ficar na fábrica porque o Governo alterou as regras de classificação dos automóveis nas portagens. A nova geração dos modelos produzidos em Mangualde iria pagar classe 2 porque o eixo da frente tinha mais do que os 1,10 metros necessários para pagar a classe mais baixa. Mas o executivo – depois de a PSA ter ameaçado colocar em causa o investimento em Portugal -, subiu a altura mínima deste eixo para 1,30 metros.

As restantes três fábricas automóveis de Portugal destinam-se sobretudo a nichos de mercado, o que implica volumes de produção bastante mais reduzidos em comparação com a Autoeuropa e a PSA Mangualde. Por exemplo, a fábrica da Mitsubishi Fuso, produziu um total de 8233 camiões e comerciais ligeiros, menos 15,4%, a partir do Tramagal. Mas os registos da ACAP não contam com a produção de cerca de 3000 pesados que são enviados para os Estados Unidos sem motor numa versão especial para este mercado.

No quarto lugar, ficou a Toyota Caetano, que a partir de Ovar produziu 2114 veículos, mais 10,5%. Nota ainda para a CaetanoBus, a unidade de carroçarias do grupo Salvador Caetano e que montou 24 autocarros ao longo do ano passado.

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