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Programa de recuperação de edifícios históricos já tem 300 investidores

Fotografia: Leonel de Castro/ Global Imagens
Fotografia: Leonel de Castro/ Global Imagens

O Programa 'Revive', lançado pelo Governo para recuperar o património histórico já despertou 300 manifestações de interesse de investidores

O Programa ‘Revive‘, lançado pelo Governo para recuperar e valorizar património histórico através do turismo, já despertou 300 manifestações de interesse de investidores.

A informação foi hoje adiantada por Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, durante a assinatura do memorando de entendimento entre o Estado e o município de Vila do Conde, para a reabilitação do Convento de Santa Clara, um dos ex-líbris da cidade nortenha.

O líder do Turismo de Portugal referiu que para os 33 imóveis que integram o programa já chegaram à tutela “300 manifestações de interesse, nacionais e internacionais”, para candidaturas à concessão destes edifícios históricos.

“Serão concessões de 30 a 50 anos que vão permitir devolver à fruição pública imóveis que estavam a ser um peso para o Estado, pois não estavam ocupados e estavam a degradar-se. Estamos muito contentes com este interesse, pois acreditamos que será uma mais-valia para as localidades e para o país”, apontou Luís Araújo.

O dirigente lembrou que os projetos de recuperação destes imóveis históricos, onde se incluem mosteiros, conventos, castelos e fortes, vão a concurso público e a concessão dos edifícios ficará a cargo de grupos privados, tendo como condição a abertura ao público numa vertente turística.

“Tem sido um exercício de trabalho muito conseguido, com organismos de várias áreas, desde administração central à autárquica, que num esforço de união estão a fazer tudo para que este património possa ser recuperado e acessível ao público”, completou.

Dos 33 edifícios que integram a lista do ‘Revive’, dois já estão com os processos bem encaminhados: Em Elvas, o convento de S. Paulo, que já foi adjudicado a um grupo hoteleiro, enquanto nas Caldas da Rainha os Pavilhões do Parque de D. Carlos já foram alvo de um concurso, sendo o concessionário do projeto anunciado em breve.

Um dos próximos edifícios a ir a concurso será o Convento de Santa Clara, em Vila do Conde, que após o memorando assinado hoje, será alvo de um livro de encargos a que os potenciais interessados se poderão candidatar.

“Cada projeto tem diferentes características, e, por isso, os prazos da abertura das candidaturas variam. Estamos a falar em edifícios que são autênticas obras de arte, e que precisam de uma avaliação profunda de técnicos de diferentes áreas, para que seja respeitada a sua história. Mas até agora, nenhum dos dois concursos demoraram mais que um ano”, deu conta o presidente de Turismo de Portugal.

Apesar de não haver uma data específica para a conclusão do processo neste caso do Convento de Santa Clara, a presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde mostrou-se “muito satisfeita” pelo trilhar de mais uma etapa.

“Este memorando já aponta um caminho para que a instalação de um projeto possa surgi em breve, garantindo uma ocupação digna deste convento, e promover o turismo e a economia local“, começou por dizer a autarca.

Elisa Ferraz revelou que já recebeu duas manifestações de interesse para a instalação de projetos turísticos no icónico edifício de Vila do Conde, considerando que “a celeridade do processo é agora fundamental”.

“Foi no meu mandato que fizemos algumas obras de recuperação deste edifício e, para mim, era fundamental encontráramos uma solução para que este processo rume a bom porto”, vincou.

A presidente da Câmara vila-condense revelou, ainda, que tentará que incluir num concurso uma cláusula que permita à Câmara Municipal ficar com um espaço dentro do Convento para promover atividades culturais e turísticas.

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