Emprego

Programa Incorpora ajuda grupos de risco a arranjarem emprego

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O programa vai desenvolver-se graças a uma rede de 32 entidades sociais que farão a ponte entre os utilizadores e as empresas portuguesas.

Fundado em 2006, o Programa Incorpora, promovido pela Fundação la Caixa, chegou este ano a Portugal. Com o desafio de melhorar a integração sociolaboral de pessoas em situação ou em risco de exclusão social, o programa vai desenvolver-se graças a uma rede de 32 entidades sociais que farão a ponte entre os utilizadores do programa, com o objetivo de os ajudar a encontrar um trabalho, e as empresas portuguesas, as quais recebem um serviço gratuito de assessoria em ações de responsabilidade social corporativa.

“O apoio que trazemos à entidade traduz-se na existência de um técnico de prospeção empresarial que visitará as empresas para falar sobre as vantagens, a nível fiscal ou de segurança social, que tem para elas, e também desenvolver a política de responsabilidade social. Vamos perguntar quais são as vagas que as empresas têm, quais são as características que procuram e, dentro da rede Incorpora, selecionamos os candidatos que podem preencher essa vaga”, explica Sergi Burrul, coordenador do Programa Incorpora em Portugal, ao Dinheiro Vivo.

Cada uma das entidades colaboradoras têm um técnico de inserção laboral, que se ocupa do seguimento personalizado de cada pessoa, acompanhando-a antes, durante e depois da contratação e, e com um técnico de prospeção empresarial que se encarrega de detetar e visitar empresas, procurando oportunidades laborais para os utilizadores.

O programa funciona em rede através de uma plataforma informática onde estão presentes todas as 32 entidades. “Otimizamos assim o tempo da empresa, porque só está a receber uma visita. Mas o que acontece é que se eu não tenho candidato para essa vaga, estou a pô-la à disposição das restantes entidades para que possam apresentar os seus candidatos e esse intercâmbio faz-se através da plataforma informática”, diz o responsável.

O IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional colaborou na seleção das entidades envolvidas e apoiará a implementação do programa. “Como o nosso âmbito é mais limitado, uma vez que são pessoas com dificuldades especiais, então estamos em contacto com o IEFP para facilitar tudo o que sejam aprovações, condições das empresas, entre outros”, explica Sergi Burrul. “Também estamos a discutir o reforço do intercâmbio de informação em relação a possíveis beneficiários que talvez não estejam a conseguir encontrar vagas e através do programa abre-se essa oportunidade”.

Aqueles que se encontram em situação de risco e que querem integrar o programa só têm de entrar em contacto com uma das entidades sociais que integram a iniciativa. De entre as 32 entidades constam a Comunidade Vida e Paz, a CAIS – Associação de Solidariedade Social, o IPAV – Instituto Padre António Vieira, a ARIA – Associação de Reabilitação e Integração Ajuda, Ajuda de Mãe, Centro Padre Alves Correia, Santa Casa da Misericórdia do Porto, Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde, Centro Social de Soutelo, Fundação da Juventude, Associação Fernão Mendes Pinto, APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, Rumo – Cooperativa de Solidariedade Social, entre outras.

A atuação destas entidades, com início previsto para setembro de 2019 , centrar-se-á em quatro zonas: Lisboa, Porto, Coimbra e Setúbal. O Programa Incorpora marca presença também em Espanha, Marrocos, Polónia, Hungria e Tunísia. No total, já foram realizadas mais de 173 mil inserções laborais.

Sergi Burrul admite que “ainda é cedo para ter expectativas definidas” para a concretização do programa em Portugal. “Temos mais ou menos uma visão de por onde pode evoluir o programa. Mas, neste momento, estamos a conhecer a realidade, as entidades e a plataforma”. Ainda assim, o coordenador responsável pela implementação do programa em Portugal mantém-se confiante.

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