Saúde

PS considera nova Lei de Bases da Saúde ato legislativo histórico

Carlos César, líder parlamentar do PS (Gerardo Santos / Global Imagens)
Carlos César, líder parlamentar do PS (Gerardo Santos / Global Imagens)

O líder parlamentar do PS considerou hoje que a aprovação da lei de bases da saúde constituiu um “ato legislativo histórico” com a reafirmação dos princípios fundacionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de António Arnaut.

Esta posição de Carlos César consta de uma declaração de voto por si escrita e que foi divulgada momentos depois de PS, Bloco de Esquerda, PCP, PEV e PAN terem aprovado em votação final global, no parlamento, a nova lei de bases da saúde, que teve votos contra do PSD e CDS-PP.

Para o presidente do Grupo Parlamentar do PS, aprovação da nova lei de bases da saúde representa “um ato legislativo histórico e materialmente muito relevante”, em primeiro lugar “porque representa a revogação de uma lei desadequada e com quase três décadas”.

Carlos César escreve que a nova lei “representa a mudança de um postulado na obrigação de prestação de cuidados de saúde às pessoas”, procede “à sua conformação com os novos desafios” e representa “uma reafirmação dos princípios fundacionais do SNS, a que, mais do que quaisquer outros, estão ligados, na sua iniciativa pioneira em 1979, o PS e o seu presidente honorário António Arnaut”.

No plano político, o líder da bancada socialista frisa que a nova legislação “não interdita o recurso a privados na gestão de unidades do SNS, mas estimula a transparência e a prevenção de conflito de interesses e afirma claramente a preferência pela administração direta pelo Estado”.

“Não é uma lei para estimular a concorrência económica entre setores prestadores de cuidados de saúde, como a que estava em vigor – é uma lei para obrigar à colaboração de todos nessa prestação. Não é uma lei para inibir a iniciativa dos setores privado e social – é uma lei para afirmar a responsabilidade primordial do setor público”, acentua.

Na declaração de voto, o presidente do Grupo Parlamentar do PS defende ainda que a nova legislação foi feita “a pensar nas alterações verificadas quer quanto ao perfil demográfico e epidemiológico da população”, assim como no “predomínio da doença crónica, numa sociedade cada vez mais envelhecida, prevendo expressamente cuidados continuados, cuidados paliativos, a integração de cuidados ou a rentabilização de um conjunto de ferramentas preciosas ao nível dos sistemas e tecnologias de informação”.

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