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PS defende aposta no turismo científico e de saúde

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O PS vai defender na sexta-feira, na Assembleia da República, medidas para alargar a procura turística a todo o país

O PS vai defender na sexta-feira, no plenário da Assembleia da República, medidas para alargar a procura turística a todo o país, assim como a promoção do Turismo Científico e do Turismo de Saúde.

Num dos três projetos de resolução em debate no parlamento é recomendado ao Governo a “implementação de medidas que alarguem a procura turística a todo o território nacional”, uma vez que as estatísticas oficiais mostram como principais destinos turísticos as regiões do Algarve, Lisboa e Madeira.

“Assim, torna-se imperioso adotar medidas que alarguem a procura turística a todo o território nacional, designadamente nos territórios do interior do país e de baixa densidade populacional”, lê-se no documento da autoria de Carlos Pereira e assinado por nove deputados socialistas.

Além da “Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior”, para a qual estão abertas candidaturas, os deputados querem também que avancem nomeadamente medidas elencadas no Programa Nacional para a Coesão Territorial, como “Turismo Natureza”, “Turismo Equestre”, “Turismo Termal e de Bem-Estar” e/ou “Valorização do turismo rural”.

Partindo da definição de Turismo Científico como deslocação motivada no “interesse ou necessidade de realizar um estudo, ou pesquisa científica ou participar em eventos de caráter científico e tecnológico”, o PS defendeu ser “essencial atuar no sentido de desenvolver” este segmento para potenciar a procura.

“De facto, atuar nesta matéria implica definir um caminho de coordenação entre o Ministério da Economia, o Ministério da Educação e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior”, além da cooperação com privados, lê-se no projeto de resolução.

O plano de ação, segundo os deputados, deverá incluir medidas como promoção de atividades, envolvimento, por exemplo, de hoteleiros, agências de viagens e agências de promoção, assim como “identificar as autarquias com potencial para atraírem fluxos de turistas neste segmento e contribuir para envolver na estratégia nacional de turismo”.

O envolvimento de universidades públicas e privadas, a promoção de parcerias internacionais e da qualidade da investigação, fomentar a criação e o crescimento de empresas de base tecnológica e criar um “Seminário Avançado de Política Científica e Tecnológica”, com caráter anual, são outras das recomendações.

Já a nível do Turismo de Saúde, o PS comentou que o segmento inclui a vertente da viagem para ter acesso a cuidados médicos e as deslocações numa “perspetiva preventiva, quer seja a nível físico quer seja psicológico”.

Os deputados recomendam no documento que seja implementada uma agenda nacional neste segmento desenvolvida em “articulação estreita entre o Ministério da Economia e o Ministério da Saúde, envolvendo as regiões autónomas”.

Deve ser feito um diagnóstico dos pontos fortes e fracos do país, segundo o PS, para preparar um “plano de ação, de modo a garantir as medidas que assegurem a colaboração multidisciplinar entre os prestadores de cuidados médicos com os fornecedores de serviços turísticos”.

Também deve avançar um levantamento sobre o setor, “com enfoque no quadro jurídico, nas condições de operação e na qualidade das infraestruturas” e a definição de medidas para aumentar a reputação e credibilidade internacional das unidades de saúde, “através de certificações e licenciamentos com reconhecimento externo”.

 

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