Reformas antecipadas

PS, PSD e CDS/PP travam fim do corte nas reformas antecipadas

Os votos contra do PS, PSD e CDS/PP ditaram o chumbo do projeto do Bloco sobre o fim do corte nas pensões aos 63 anos e 43 de descontos.

Apesar de não partilharem opiniões sobre o atual regime de reformas antecipadas, os grupos parlamentares do PSD e do CDS/PP juntaram esta quarta-feira o seu voto ao do PS para chumbarem o projeto do Bloco de Esquerda que determinava o fim do corte do factor de sustentabilidade nas pensões das pessoas com pelo menos 63 anos de idade e que tenham chegado aos 60 com pelo menos 40 de descontos.

O projeto, que foi a votos no final do agendamento potestativo do BE sobre este tema, apenas contou com os votos favoráveis do PCP e dos Verdes – os únicos que aceitaram dar luz verde a uma proposta que consideraram, ainda assim, ser pouco ambiciosa. O PAN optou pela abstenção.

José Soeiro, deputado do BE, abriu o debate lembrando as dezenas de milhares de pessoas a quem este tema interessa de forma direta e precisou que o corte das reformas ditado pelo factor de sustentabilidade “é ilegítimo”.

A proposta que o BE levou a votos visava precisamente acabar com aquela penalização para as pessoas com carreiras contributivas longas e traduzia a concretização da segunda fase do novo regime de reformas antecipadas para quem tem pelo menos 40 anos de carreira e 60 de idade.

É tempo de usarmos os recursos que temos para cumprir os nossos compromissos.
O apelo que fazemos é simples: que se aprove este projeto do BE”, referiu José Soeiro que foi dando conta de vários exemplos reais de pessoas com carreiras contributivas longas mas que se veem impedidas de avançar para a reforma, porque as simulações que pediram ao Centro Nacional de Pensões apontam para cortes muito elevado.

E de quem tenha avançado para a reforma antecipada no tempo anterior governo estando hoje no grupo dos “lesados de Mota Soares” – como o BE apelida os que reformados que ficaram com pensões de valor inferior ao limiar de pobreza.

 

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