aviação

Aeroporto de Beja deverá ser “complementar” ao de Lisboa

Aeroporto de Beja

O PS/Beja defendeu esta quarta-feira que o aeroporto local “é um importante ativo que deve ser valorizado e promovido” e “complementar” ao de Lisboa, que já atingiu “o limite da sua capacidade útil” e tem “constrangimentos”.

“Com os constrangimentos verificados” no aeroporto de Lisboa, “atingindo o limite da sua capacidade útil”, o aeroporto de Beja “surge como uma infraestrutura aeroportuária complementar, importante para a ampliação das capacidades logísticas colocadas ao serviço da dinamização da economia e da valorização do potencial do setor do turismo”, refere a Federação do Baixo Alentejo do PS.

Num comunicado enviado à agência Lusa, a federação socialista defende que o aeroporto de Beja, o 4.º de Portugal Continental, “é um importante ativo que deve ser valorizado e promovido”, sublinhando “a relevância da realização” da operação de voos “charter” que decorre este mês entre Beja e Tenerife, em Espanha.

O “sentido de valorização” do aeroporto alentejano “tem estado sempre presente nos passos positivos que têm sido dados para gerar soluções de dinamização da infraestrutura, que, afirmado o potencial da região, contribuem para a economia nacional”, frisam os socialistas do Baixo Alentejo.

Segundo o PS, o “enorme potencial agrícola gerado pelo Alqueva e a afirmação de renovadas marcas da identidade e da capacidade produtiva da região certamente contribuirão para somar ainda mais sentido” ao aeroporto de Beja “como canal de escoamento de produtos e da circulação de pessoas e bens, com impactos positivos na economia regional”.

O primeiro voo da operação partiu do aeroporto de Beja para Tenerife na passada segunda-feira e os restantes voos vão decorrer nos dias 18 e 25 deste mês, segundo a ANA Aeroportos de Portugal.

A ANA indicou à agência Lusa que se trata de uma operação de “outbond”, associada a um pacote turístico, que oferece a passageiros nacionais a possibilidade de viajarem para Tenerife com partida de Beja, com voos de ida e volta.

Os voos “charter”, referiu, são “operados pela companhia aérea Air Horizont”, sendo a operação “assegurada por dois operadores turísticos, a Soltour e a Jolidey”.

“Por agora”, esta operação é “pontual”, mas a ANA vai acompanhá-la “de forma próxima” e “manter, como fez até agora, contactos com companhias aéreas e operadores turísticos” para “avaliar outras oportunidades” para o aeroporto de Beja, ciente das “vantagens” da infraestrutura “para o processamento deste tipo” de voos e pacotes turísticos.

O aeroporto de Beja, que custou 33 milhões de euros e resulta do aproveitamento civil da Base Aérea n.º 11, começou a operar a 13 de abril de 2011, quando se realizou o voo inaugural, mas, desde então, apesar de aberto, tem estado praticamente vazio e sem voos e passageiros na maioria dos dias.

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