Congresso do PS

Dirigente da UGT pede a Costa aumentos salariais na função pública

José Abraão. Fotografia: Lisa Soares/Global Imagens
José Abraão. Fotografia: Lisa Soares/Global Imagens

Dirigente socialista e da UGT considerou que é hora de melhorar condições. No congresso do PS, pediu aumentos a António Costa.

O dirigente socialista José Abraão pediu este sábado aumentos salariais na administração pública e considerou que é hora de melhorar a negociação coletiva e a concertação social, rejeitando que se faça “cada vez mais” do salário mínimo o salário médio.

“É hora – e eu acredito sinceramente, caro secretário-geral – que só vir a contratar novos trabalhadores, em vez de optar pelos aumentos, enquanto primeiro-ministro, possa reunir as condições para que possa haver aumentos salariais na administração pública já que dez anos é muito tempo”, afirmou José Abraão, dirigindo-se a António Costa.

Ao discursar no 22.º Congresso do PS, na Batalha, distrito de Leiria, o também secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), afeto à UGT, frisou que “olhar para os serviços públicos também é olhar pelos seus trabalhadores, olhar para os trabalhadores também é permitir que todo o tempo das carreiras seja contado para efeitos de descongelamento”.

Declarando-se apoiante da moção do secretário-geral do PS, António Costa, porque tem um aspeto “fundamental” — aproximar os salários do país aos da União Europeia -, o dirigente socialista defendeu que nesta matéria tem de se começar já.

“Temos de olhar para a classe média, temos de olhar para o salário mínimo que tem vindo a ser aumentado, mas não podemos aceitar, com um Governo como o nosso, com um partido a suportá-lo como é o Partido Socialista, que ao mesmo tempo se vá fazendo cada vez mais do salário mínimo salário médio”, declarou.

Para José Abraão, “por isso é que é importante reforçar a negociação coletiva, por isso é que é importante o diálogo social”.

“Já que governar é optar, é a vez de optar por valorizar o trabalho, é a vez de optar por valorizar os serviços públicos, é a vez de optar pelos salários da administração pública depois do esforço que a direita nos pediu nos últimos sete anos”, desafiou o sindicalista.

Segundo José Abraão, “é fundamental que estes dois anos e meio de Governo sejam potenciados e para serem potenciados é continuar este trabalho”.

“Esta legislatura tem de chegar até ao fim e a próxima tem de dar passos no sentido de uma maior confiança, de uma maior estabilidade”, considerou, defendendo a necessidade de se entrar “no capítulo dos acordos plurianuais como forma de se tornar previsível a governação” do partido e melhorar, dessa forma, também o país, os trabalhadores e o valor do trabalho.

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