PSD acusa governo de "enterrar" 12 mil milhões na TAP, Novo Banco e EDP

Líder parlamentar social-democrata fala de uma "bazuca de dinheiro dos contribuintes" e aponta um "débil apoio às empresas" no PRR. PS diz que é um "chorrilho de mentiras".

O PSD acusou esta quarta-feira o governo de "enterrar" mais de 12 mil milhões de euros de "impostos dos portugueses" na TAP, Novo Banco e EDP.

"Só nestes três casos, vão mais de 12 mil milhões de euros de impostos dos portugueses", apontou o líder parlamentar social, Adão Silva, na intervenção final do debate do Estado da Nação, na Assembleia da República, acrescentando que "só para estes três casos, vai uma bazuca de dinheiro dos contribuintes".

Em causa, pelas contas do PSD, estão cerca de "8 mil milhões de euros para o Novo Banco" a que se podem juntar "mais 2 mil milhões de euros; dos 1,7 mil milhões que "já voaram para a TAP" e onde "o governo pretende despejar mais 2 mil milhões; e a "fuga aos impostos da EDP" pela venda de barragens ao consórcio liderado pelos franceses da Engie que o deputado não quantificou.

O líder parlamentar e vice-presidente do PSD - Rui Rio esteve ausente devido a questões familiares - afirmou que "não falta dinheiro para enterrar na TAP e no Novo Banco, mas falta para apoiar as pequenas e médias empresas, que são o grosso do nosso tecido empresarial".

"Um chorrilho de mentiras", respondeu o deputado do PS, Duarte Pereira, acusando o líder parlamentar do PSD de ter "chegado a este debate sem a matéria estudada". O parlamentar socialista garantiu ainda que as propostas sociais-democratas para o PRR retiravam mil milhões às verbas destinadas às empresas face à versão do governo.

Adão Silva apontou a falta de apoios também no plano de recuperação e resiliência (PRR), acusando o governo de "virar as costas ao tecido empresarial e privilegiar os gastos públicos" e apontou o "clientelismo" no Banco de Fomento "com a tentativa de nomeação para seu presidente de alguém ligado aos piores tempos da história da CGD, do BCP e do Novo Banco", referindo-se a Vítor Fernandes que também foi alvo de buscas no âmbito da operação Cartão Vermelho que conduziu à detenção do ex-presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira.

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