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Cibersegurança: Quanto custa influenciar uma eleição?

Fotografia: DR
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De acordo com a consultora de cibersegurança Trend Micro, são precisos 400 mil dólares para conseguir influenciar uma eleição

Esta é a quantia necessária, cerca de 352 mil euros, para comprar seguidores nas redes sociais, como o Facebook ou o Twitter, contratar companhias para escrever e disseminar notícias falsas durante um período de 12 meses e controlar websites que influenciem a opinião pública, de acordo com Udo Schneider, um especialista em cibersegurança da Trend Micro para o mercado alemão, avança a Bloomberg.

Durante uma conferência sobre segurança em Berlim, na última quarta-feira, Schneider afirmou que “hackear o atual processo eleitoral não vale a pena porque deixa rasto, é muito caro e bastante desafiador a nível tecnológico”. No entanto, influenciar a opinião pública através de notícias falsas e revelar informações secretas – tal como se acredita que tenha acontecido nas eleições americanas e francesas -, é relativamente simples e “pode vir a acontecer nas eleições alemãs”, disse o especialista em segurança.

Políticos alemães estão preocupados que as eleições do dia 24 de setembro – em que Merkel vai tentar conquistar o quarto mandato -, possam vir a ser influenciadas. Especialistas em segurança informática apontam a Rússia como um impulsionador de notícias falsas e um silencioso apoiante de hackers, que têm na mira o parlamento alemão. A Rússia tem repetidamente negado o seu envolvimento em tentar influenciar eleições estrangeiras.

A Alemanha tem tentado reforçar as defesas, com as forças armadas a criarem uma nova unidade de segurança cibernética que em breve terá 13.500 funcionários. Em maio, o BSI, a maior agência de segurança tecnológica do país, reuniu-se com a agência francesa de segurança online para tentar recolher informações sobre o ataque que tinha como alvo a campanha eleitoral de Emmanuel Macron.

As autoridades alemãs estão confiantes sobre a proteção durante o processo de contagem de votos, que é maioritariamente feita por telefone e em mãos, e já alertaram a nível local e regional os oficiais encarregues de fazer a contagem sobre as potenciais ameaças que podem vir a acontecer, disse Andreas Koenen, que controla uma divisão de segurança tecnológica no governo alemão.

No entanto, mesmo que a Alemanha tenha aumentado as suas defesas, pode ser tarde de mais. Pawn Storm, um grupo de hackers que se pensa estar ligado à Rússia, conseguiu em 2015 “hackear” uma rede de informação tecnológica do parlamento alemão e roubar cerca de 16 gigabytes de emails e outras informações. Até agora ainda não foi revelado o conteúdo roubado, mas muitos advogados estão à espera que os hackers revelem a informação pouco tempo antes das eleições, de modo a causar impacto nos resultados finais.

Se os hackers tiverem tido acesso a material importante, então vão revelá-lo logo antes das eleições, disse Rieger, da Chaos Computer Club, uma associação de hackers alemães.

 

 

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