Quanto pagaria por um lápis?

Quanto vale um lápis?

Qual o valor de um lápis? O preço que pagamos por ele ou algo
mais? Perguntas que têm resposta numa visita à fábrica Viarco,
onde se fica a saber, por exemplo, que para conseguir uma mina
perfeita demora pelo menos sete semanas.

Muitas outras coisas se pode aprender se decidirmos seguir o Guia
de Turismo Industrial de S. João da Madeira, “onde uma visita
permite uma experiência de viver a indústria, sentir os odores, as
texturas, os ruídos e sentir o que é um ambiente industrial”,
explicou ao Dinheiro Vivo Ricardo Figueiredo, vereador da Câmara de
S. João da Madeira.

Uma visita destas, que engloba indústria do lápis, chapelaria,
calçado e têxtil, “é uma experiência educativa para os mais
novos e lúdica para os mais velhos, que permite vivenciar o
maravilhoso mundo da indústria, ver os processos e os ambientes onde
se produzem peças, como lápis ou sapatos, que todos usamos e não
avaliamos o seu devido valor”, sublinhou Ricardo Figueiredo.

José Vieira, dono da fábrica Viarco, acrescentou: “Às
nossas visitas – e contamos com mais de seis mil desde fevereiro
(quando se formalizou o guia de turismo industrial) – apresentamos a
complexidade do mundo e o custo de cada peça mais simples como um
lápis”.

Javier Díaz, responsável pela rede espanhola de turismo
industrial, que engloba seis províncias, este tipo de turismo
permite “ser mais uma oferta de regiões que não têm as ofertas
tradicionais. Cabe agora aos operadores turísticos valorizarem este
produto”, seja em Espanha ou em Portugal.

Para este responsável espanhol, as vantagens das empresas estarem
integradas num guia turístico da indústria, “caso sejam pequenas,
como as de artesanato, têm vantagens imediatas com um retorno
económico imediato, quanto às maiores o seu interesse é reforçar
a imagem da empresa e fidelizar clientes a médio e longo prazo”.

José Vieira confirma, dizendo que a maior vantagem para a Viarco
“foi a projeção da empresa, o marketing gratuito, só possível
com um departamento comercial forte, e que nós não temos capacidade
para ter”.

O guia de turismo industrial de S. João da Madeira representou um
investimento de 600 mil euros, comparticipado em 85% pelo segundo
Programa Operacional Norte. “O investimento foi feito em meios de
comunicação, multimédia e marketing”, referiu Ricardo
Figueiredo, adiantando que o objetivo “é aumentar o número de
dormidas e refeições na região”.

As visitas podem ser marcadas através do site, ou no Welcome Center que funciona na
Torre da Oliva.

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