Grécia

Credores em Atenas para a quarta e última avaliação do resgate à Grécia

Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia. Fotografia: REUTERS/Alkis Konstantinidis
Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia. Fotografia: REUTERS/Alkis Konstantinidis

Os chefes das delegações das instituições credoras da Grécia chegaram hoje a Atenas

Os chefes das delegações das instituições credoras da Grécia chegaram hoje a Atenas para a última e quarta avaliação do programa de assistência financeira que deve determinar as condições para o fim do resgate, em agosto.

A primeira ronda de encontros com o governo grego vai reunir os representantes da Comissão Europeia, Banco Central Europeu, Mecanismo Europeu de Estabilidade e o Fundo Monetário Internacional.

Os temas principais são as reformas do setor energético, as privatizações, a elaboração de orçamentos e os processos relativos aos créditos de habitação.

Mesmo assim, a quarta avaliação incluiu uma lista de 88 requisitos prévios que são necessários para a obtenção da última tranche do resgate — de 18.400 milhões de euros — a que se somam os 6.700 milhões de euros, referentes ainda à terceira tranche e que se encontram pendentes.

A quarta avaliação vai determinar se a Grécia está em condições de voltar a procurar financiamento nos mercados a partir do próximo mês de setembro ou se vai ser aplicada uma linha de crédito preventiva promovida pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade.

O governo grego optou por defender a criação de uma almofada financeira capaz de alcançar uma “saída limpa” tratando-se de uma posição coincidente com a dos governos dos países da Zona Euro que, em caso de aplicação de uma linha de crédito preventiva, ficariam dependentes da aprovação dos respetivos parlamentos nacionais.

Ao contrário, o BCE e o Banco da Grécia já anunciaram que preferem a linha de crédito preventiva, o que já provocou sérias discussões entre o Executivo de Atenas e Mario Draghi, nas últimas reuniões do Euro Grupo.

Mário Centeno, presidente do Euro Grupo, na semana passada no Parlamento Europeu disse que a “chave para uma saída limpa” depende da apresentação por parte da Grécia de um programa de reformas a aplicar após o resgate.

O governo grego comprometeu-se a apresentar um plano em meados de abril.

Entre os pontos mais sensíveis desta última avaliação encontra-se um novo ajuste nas pensões que deve entrar em vigor em 2019 e que na prática vai traduzir-se em novos cortes para os trabalhadores reformados.

Os representantes devem permanecer em Atenas durante os próximos dias prevendo-se uma nova ronda de encontros depois da Páscoa.

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