Imobiliário

Quase 30% dos apartamentos à venda estão no mercado há mais de um ano

Fotografia: Joao Silva/ Global Imagens
Fotografia: Joao Silva/ Global Imagens

Estudo da KW conclui que oferta de casas em Portugal "não se encontra adequada" à procura.

Perto de 30% dos apartamentos e 43% das moradias que estão anunciadas em portais de imobiliário encontram-se à venda há mais de um ano.

Segundo um relatório da mediadora KW Portugal sobre o desempenho do mercado português no primeiro semestre, os números são “um sinal preocupante de que parte da oferta, aparentemente, não se encontra adequada” à procura.

Ao mesmo tempo, conclui a análise, uma parte desta oferta “precisa de se reposicionar em termos de valor, sob pena de não ser absorvida, de todo, pelo mercado”. O relatório revela que 15% dos apartamentos e 9% das moradias são transacionados em menos de 30 dias.

A análise da KW Portugal desvenda ainda que no primeiro trimestre houve uma ligeira queda no número de transações imobiliárias em relação aos trimestres anteriores, mas ainda assim as vendas continuam em máximos de 2009. Face ao primeiro trimestre do ano passado cresceram 7,6%.

No total, foram vendidos perto de 44 mil imóveis nos primeiros três meses de 2019.

O que também continua em alta é a criação de novas empresas de mediação imobiliária. Em junho existiam em Portugal mais de 6800 imobiliárias, mais 800 face ao mesmo mês de 2018. Em três anos abriram no país mais de 2300 novas empresas de mediação de imóveis.

Já no que toca às expetativas sobre a compra de casa por parte das famílias ou à construção de novas habitações nos próximos 12 meses, foi obtido o melhor resultado desde janeiro de 2008.

Uma tendência que “reflete o facto das taxas de juro continuarem historicamente baixas e de se antecipar uma ligeira descompressão nos preços de mercado, não só por via das ‘normais’ dinâmicas da Oferta e da Procura, bem como pela introdução de novo produto que foi sendo licenciado nos últimos anos e que nos próximos meses contribuirá para um maior leque de oportunidades à disposição de famílias e investidores”, conclui a análise.

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