estudo

Quase todos os gestores portugueses valorizam inteligência emocional

Quase todos os gestores nacionais (99,5%) valorizam a inteligência emocional.

Quase todos os gestores nacionais (99,5%) valorizam a inteligência emocional, mas apenas 32% dos administradores e diretores inquiridos propuseram formação naquela área, conclui um estudo da QSP Consultoria de Marketing hoje divulgado.

O estudo “Gestão e Liderança de Pessoas nas Organizações”, que contou com uma amostra de mais de 200 gestores nacionais, concluiu que a inteligência emocional é valorizada por 99,5% dos gestores nacionais, mas apenas 32% dos administradores e diretores inquiridos é que propunham formação na área. O objetivo do estudo foi perceber como é que os líderes das empresas valorizavam questões como a inteligência emocional e a comunicação.

“Apesar dos gestores portugueses valorizarem, e muito, a inteligência emocional dos seus quadros, na prática não a estimulam. A utilização da inteligência emocional aprende-se e treina-se com formação e pode ser decisiva para orientar o pensamento e também o comportamento e ainda para gerir e ajustar emoções ao ambiente que nos rodeia ou para atingir determinados objetivos”, disse Rui Ribeiro, presidente executivo da QSP.

O principal canal utilizado para comunicar com as equipas é o e-mail (correio eletrónico) com 98%, seguido depois pelas plataformas de ‘messaging’ (mensagens em tempo real) com 58% e mensagens por telemóvel (50%), ficando a intranet (22%) e as redes sociais (13%) para o fim da lista.

A maioria das “decisões importantes” (88%) são comunicadas pelos líderes das empresas aos trabalhadores presencialmente.

A falta de clareza na estratégia (32%), a falta de objetivos (26%) e a política salarial desajustada (17%) são as principais fontes de desmotivação das equipas, segundo revelam os líderes e gestores portugueses, ficando para o fim a lista a “indefinição de funções (10%) e a sobrecarga de trabalho (16%).

O estudo também revela que 71% dos líderes considera que as suas equipas não conhecem os problemas que um líder enfrenta.

O estudo foi realizado entre 16 e 29 de janeiro deste ano, junto de diretores e administradores de grandes, médias e pequenas empresas de vários setores a operar em Portugal, através de entrevistas online, tendo sido obtido um total de 208 respostas válidas, indica a QSP, responsável pela organização da 12.ª edição da QSP Summit, uma conferência que se realiza na próxima quinta-feira, no Porto, onde são aguardados 1.700 conferencistas e cujo investimento ronda o milhão de euros.

A 12.ª edição da QSP Summmit arranca com uma conferência proferida por Daniel Goleman, o criador do conceito da inteligência emocional, mas no evento participam também Bob Goffee, professor de comportamento organizacional na London Business School, Steve Knight, professor de desenvolvimento pessoal do INSEAD Business School (Austrália), Bonin Bough, apresentador na NBC e autor do TXT Me ou Tamara McCleary, consultora de empresas nos EUA, entre as quais a Amazon.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Mário Centeno e Pierre Moscovici. Fotografia: EPA/TIAGO PETINGA

Bruxelas. Orçamento é arriscado e pode acabar em “desvio significativo”

Primeira-ministra britânica, Theresa May, e Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia. Fotografia:  REUTERS/Hannah McKay

Theresa May vai a Bruxelas no meio de uma encruzilhada

Angel Gurría, secretário-geral da OCDE. Fotografia: Steven Governo/Lusa

OCDE. Défice português “desaparece” em 2020, mas é preciso mais

Outros conteúdos GMG
Quase todos os gestores portugueses valorizam inteligência emocional