Consumo

Queixas contra ginásios disparam 64%

Fotografia: Global Imagens
Fotografia: Global Imagens

Cancelamentos do contrato e cobranças indevidas estão entre os principais motivos das queixas apresentadas em 2019

Os portugueses apresentaram 369 reclamações contra ginásios no ano passado, totalizando um aumento de 64%, face às 225 registadas no ano anterior, de acordo com um comunicado do Portal da Queixa. Mas, já este ano, o Portal adianta ter contabilizado 34 reclamações contra o mesmo tipo de instituições.

Na origem da insatisfação dos consumidores surgem, em primeiro lugar, as queixas relacionadas com com dificuldades no momento de cancelar/rescindir o contrato, num total de 147 registos, o que representa um aumento de 71% face a 2018.

Ao longo do ano passado, as cobranças indevidas atingiram também números expressivos, situação que o Portal da Queixa relaciona com o facto de o pagamento ser quase sempre por débito direto. Contabilizaram-se, neste caso, 87 queixas, mais 32% em relação ao ano anterior.

Reclamações por mau atendimento e falta de condições completam o top 3 dos motivos das queixas, ao terem gerado 80 registos, o que representa um aumento anual de 38%.

Quanto aos três ginásios mais reclamados, o Portal da Queixa identificou: o Fitness HUT, com 136 reclamações (+37%); o Fitness UP, com 50 registos (+625%) e o Solinca Health Clubs, com 17 queixas (+50%).

O top 5 inclui ainda o Pump Fitness Spirit, com 20 registos (+167%), e o Holmes Place, com 27 reclamações (+4).

Apesar dos protestos, o Portal da Queixa, considerando as taxas de resposta e resolução às reclamações, classificou o Holmes Place, o Fitness UP e o Pump Fitness Siprit como as três marcas que registam o maior Índice de Satisfação atribuído pelos consumidores.

 

DICAS DO PORTAL DA QUEIXA PARA EVITAR PROBLEMAS COM GINÁSIOS:

Fidelizações
Antes de assinar qualquer contrato, leia-o muito bem. Deve esclarecer todas as dúvidas que possam surgir, junto da entidade. Se estiver perante uma cláusula que imponha a duração do contrato, esta não é ilegal ou inválida, desde que atribua ao consumidor uma vantagem económica como contrapartida.

Débitos diretos
Este é um tipo de pagamento muito comum nos ginásios, no entanto deverá sempre existir uma alternativa, que poderá ser por transferência bancária, referência de pagamento por multibanco ou por entrega em dinheiro. Poderá sempre utilizar como argumento as diretrizes do Banco de Portugal: o consumidor tem sempre liberdade de aceitar ou recusar o pagamento de débito direto.
No fim, cabe ao consumidor a decisão de aceitar ou não o débito direto, tendo em conta que até pode compensar. É sempre recomendado verificar o extrato da conta todos os meses.

Rescisões de contrato
Se não existir vínculo contratual, será mais fácil rescindir. Basta uma comunicação por carta registada ou entregue no próprio ginásio, ficando sempre com um comprovativo.
Se existir uma fidelização, tem de apresentar uma razão objetiva (não apenas referir situações de doença ou desemprego). Tem de invocar um motivo válido, caso contrário, pode ter uma penalização por parte do ginásio.

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