Consumo

Burlas com MB Way fazem queixas disparar 169%

MB way | MBWay
Fotografia: Leonel de Castro/Global Imagens

Segundo o Portal da Queixa, principais vítimas são utilizadores de plataformas de vendas como OLX e Custo Justo.

As queixas de consumidores alegadamente burlados através da aplicação MB Way dispararam neste início de ano junto do Portal da Queixa. Só em janeiro houve 86 queixas, quase tantas como no total do ano passado, de acordo com os dados da plataforma social de reclamações de consumo. No conjunto do ano passado houve registo de 102 queixas.

“Em 2020, a maior rede social de consumidores de Portugal já recebeu 86 reclamações, ou seja, em apenas um mês, verifica-se quase o total de queixas recebidas em 2019, registando um aumento de 169% face ao período homólogo”, lê-se num comunicado enviado pelo Porta da Queixa.

O aumento de burlas com esta aplicação de pagamento tem vindo cada vez mais a motivar alertas das autoridades de segurança. As reclamações publicadas no Portal da Queixa são outro indicador do aumento deste tipo de burla na qual as principais vítimas tendem a ser utilizadores de plataformas de vendas entre particulares como OLX e Custo Justo pouco familiarizados com o aplicativo da SIBS.

O Portal da Queixa descreve como se processa este tipo de burla. “O processo começa num contacto de interesse no artigo à venda, seguindo-se a oferta de aquisição por meio de pagamento MB Way. O esquema é consumado, quando o vendedor (vítima) refere desconhecer o funcionamento da aplicação de pagamento, sendo convidado pelo alegado burlão a dirigir-se a uma caixa Multibanco, com vista a colocar o cartão de débito e inserir o número de telefone e código de acesso, que este lhe fornece, para proceder ao pagamento. A vítima julga estar a inserir os códigos para receber o dinheiro, contudo está a fornecer pleno acesso à sua conta bancária”.

A SIBS, que gere a rede Multibanco, tem garantido taxas de resposta elevadas às queixas, segundo o Portal da Queixa. Segundo pode ler-se nalgumas dessas respostas, as vítimas de burla são aconselhadas a apresentar queixa na instituição bancária onde têm conta dando conta dos valores perdidos. Mas há casos onde os bancos respondem, por seu turno, que precisam dos dados detidos pela SIBS sobre as alegadas transferências fraudulentas (número de telemóvel, por exemplo) para poderem atuar.

O Portal da Queixa reproduz, em comunicado, as recomendações da SIBS destinadas aos utilizadores do aplicativo MB Way. Recomenda, por exemplo, recomenda que contactem o banco do qual são clientes para adicionarem os respetivos números de telemóvel na ficha de cliente. “Nunca deve adicionar, ou permitir que adicionem à sua conta ou cartão bancário, um número de telemóvel que não possui ou desconhece, quer seja através do Multibanco, quer seja através do homebanking”, aconselha. Também recomenda “não seguir orientações de terceiros ou desconhecidos para fazer uma transação financeira, seja qual for, nomeadamente uma adesão ao serviço MB Way. Da mesma forma, nunca deve fornecer dados ou códigos da sua conta a um desconhecido”.

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