Como eu poupo para a vida

“Quero poupar o máximo possível para ter segurança no futuro”

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Conheça as estratégias de poupança de um aluno de Finanças da Universidade Católica para fazer render o dinheiro.

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No início de cada mês, Miguel Ferreira Cravo põe de parte 20% da mesada. Além disso, planeia a semana na faculdade calculando um gasto diário de seis euros. “Normalmente reservo a tarde de domingo para ir às compras e fazer a comida, que depois divido em porções e congelo. Fica mais barato e obriga-me a comer em casa porque já tenho comida feita”, explica.

“A minha mãe sempre me ensinou a ser poupado – e eu também sou um bocado forreta!”, admite Miguel Ferreira Cravo. Já no secundário tinha mesada – que pouco gastava – e foi só com a chegada à universidade que começou a controlar mais os gastos.

Já o interesse académico pela área financeira é mais recente. “No secundário era da área de ciências e quando terminei não sabia bem o que fazer. Como a minha mãe também tinha estudado na Católica e Gestão pareceu-me um curso generalista, decidi optar. Ao fim do primeiro ano já estava a adorar o curso, depois fiz Erasmus no Canadá e foi então que tive aquela paixãozinha pelas Finanças e acabei por seguir essa área”, conta.

Foi também durante os cinco meses passados na Universidade de McGill, em Montreal, que a gestão do orçamento se revelou essencial. “Pela primeira vez, estava a viver sozinho, tinha de pagar a renda, ir às compras, fazer a comida. Foi nessa altura que comecei a fazer a comida ao fim de semana e a deixar o frigorífico abastecido para a semana”, recorda.

Para gerir melhor o orçamento, usava uma aplicação onde apontava todos os gastos. “Tudo o que poupava, gastava em viagens, porque também queria usufruir do país, mas não fiz muitos gastos extraordinários.”

Da estada em Montreal ficou-lhe ainda o hábito de fazer compras online. “Por vezes sai muito mais barato”, assegura. Aliás, admite que poupa mais cá. “Agora tento poupar ainda mais, juntar um bocadinho e talvez começar a pôr em prática o que aprendo nas aulas. Como na cantina, já não há muito o hábito de juntar os amigos e ir comer fora, agora ficamos em casa ou mesmo quando saímos começamos por jantar em casa.” Nas viagens poupa ao máximo no alojamento e no transporte. “No resto dos gastos não tenho tanta contenção”, admite.

Concluídos os estudos, Miguel imagina-se a trabalhar na área das Finanças ou da Consultoria. Não importa a profissão, uma coisa tem como certa: “Quando começar a trabalhar quero poupar o máximo possível – sem sacrificar demasiado o meu presente – para tentar ter alguma segurança no futuro.”

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