CDS-PP

Quinta ronda de negociações foi retomada

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O PS, PSD e CDS-PP voltaram a sentar-se à mesa das negociações na sede dos democrata-cristãos às 17h, depois da reunião ter sido interrompida às 15h.

Nessa altura, a comitiva do PS – liderada por Alberto Martins e composta por Óscar
Gaspar e Eurico Brilhante – foi reunir-se com o líder do partido,
António José Seguro, para apresentar-lhe as linhas gerais das negociações entre os três partidos.

Os cortes de quase 5 mil milhões que o Governo pretende implementar até 2015 são a pedra no sapato dos socialistas que reúnem hoje a cúpula do partido às 21h30.

Pela delegação do PSD, Jorge Moreira de Silva deixou a indicação que as negociações “vão continuar”, depois desta pausa.

Os partidos retomaram hoje as conversações para tentar chegar a um compromisso de salvação nacional, às 12h00 na sede do CDS-PP.

PSD, CDS e PS deixaram a sede do PSD por volta da uma da manhã, no final de mais um dia de reunião.

A quarta reunião de negociações entre os partidos do arco de governação começou às 17h30 de quarta-feira e foi interrompida durante cerca de uma hora, entre as 21h30 e as 22h30, apenas chegando ao fim perto da 1h00 da manhã.

Segundo comunicado libertado à hora do jantar, “as delegações dos três partidos envolvidas na negociação decidiram interromper os trabalhos, de forma a aprofundar o estudo dos contributos entregues pelos três partidos” . O breve comunicado faz ainda questão de sublinhar que “as reuniões, embora exigentes, estão a decorrer sem qualquer intransigência e com espírito de abertura”. A frase contraria a informação que fonte socialista pusera a circular durante a tarde, de que a maioria estaria intransigente nos cortes de 4,7 mil milhões de euros a fazer no âmbito da reforma do Estado.

À tarde, o líder da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro, defendera a coesão do governo, fazendo questão de reforçar a abertura dos partidos do governo a negociar com os socialistas. Nenhuma das partes “pode chegar ao
fim da negociação exatamente com a mesma posição que tinha no
princípio”, afirmou.

Recorde-se que, na tarde de quarta-feira, um grupo de empresários, gestores e economistas lançou um manifesto pelo entendimento e uma solução o mais brevemente possível, que devolva a estabilidade política ao país (leia aqui).

(Notícia atualizada às 17h00)

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