Recessão em junho foi a mais leve desde que chegou a troika

Banco central espera recessão este ano
Banco central espera recessão este ano

O indicador mensal do Banco de Portugal, que mede a atividade económica, registou uma quebra homóloga de 1,1% em junho, o melhor registo desde que chegou a troika, em maio de 2011.

Segundo o banco central, apesar da atual recessão ser a mais prolongada e a mais profunda da história recente de Portugal (as séries que o BdP publica remontam ao início de 1978), a economia está a conseguir sair do buraco, embora ainda não tenha chegado a terreno positivo.

São as exportações que explicam este movimento de melhoria, já que o consumo e o investimento continuam paralisados e com poucas perspetivas de retoma neste ano e no próximo. O Governo pretende avançar com cortes muito significativos na despesa do Estado e nos apoios sociais.

Muitos economistas advertem que, quando for conhecido o OE/2014, em meados de outubro, haverá uma nova quebra na confiança dos empresários e das famílias, o que poderá espoletar uma nova recaída na atividade.

Segundo informa o BdP, a economia nacional está em recessão há precisamente 29 meses consecutivos (dois anos e cinco meses).

O consumo privado continua a cair, embora menos. Em junho, as famílias portuguesas gastaram menos 2,6% em termos reais. A contração no consumo, variável que representa cerca de dois terços da economia interna, dura há 32 meses seguidos, indicam os dados do Banco de Portugal hoje divulgados.

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