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Recessão pode agravar défice até 2%, afirma Centeno

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O ministro das Finanças admite um agravamento do saldo até dois pontos percentuais em caso de recessão. Metas de Bruxelas não seriam violadas.

Mário Centeno admite que uma recessão poderá fazer crescer o défice até dois pontos percetuais, elevando o saldo acima de -2% do produto interno bruto, no pior dos cenários.

Numa entrevista ao Jornal de Negócios, o titular da pasta das Finanças mostra-se, contudo, tranquilo. “O que esperaria que um próximo governo fizesse, confrontado com uma crise, seria deixar os estabilizadores automáticos funcionar”, afirma Centeno, referindo-se, por exemplo, ao aumento dos subsídios de desemprego ou à menor receita fiscal que reagem automaticamente ao ciclo económico.

Mário Centeno indica que “uma deterioração do saldo de um ponto, um ponto e meio, dois pontos, é compatível com a situação atual, sem ter que alterar trajetórias orçamentais, por exemplo, de investimento público.”

Dentro das metas

Mas mesmo que se verifique uma recessão, as metas definidas por Bruxelas no Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) não serão violadas perante esta previsão de Centeno. As previsões que constam do Programa de Estabilidade 2019-2023 apontam para um défice de 0,2% do PIB este ano, um excedente de 0,3% em 2020 e 0,9% do PIB em 2021. Ou seja, mantendo-se tudo o resto constante, a meta de 3% do PIB definida no PEC nunca ficaria em causa.

Na entrevista, que vai ser publicada esta quinta-feira, o ministro das Finanças faz um balanço da legislatura, passando em revista as áreas que tutela, como a função pública e impostos, mas também o Serviço Nacional de Saúde.

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