OE2017

Reclassificação do Banif e Novo Banco custa 85,1 milhões

Fotografia: Leonardo Negrão / Global Imagens
Fotografia: Leonardo Negrão / Global Imagens

A integração de entidades do universo Banif e Novo Banco no subsetor das entidades públicas reclassificadas representa despesa.

A integração de entidades do universo Banif e Novo Banco no subsetor das entidades públicas reclassificadas vai representar uma despesa total de 85,1 milhões de euros em 2017, segundo o executivo.

“O universo do Programa Finanças, em 2017, passou a incluir nove novas entidades públicas reclassificadas, quatro do universo do Novo Banco, quatro do Banif e uma entidade que funciona junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários [CMVM], que perfazem 85,1 milhões de euros da despesa do programa”, lê-se no relatório da proposta de Orçamento do Estado para 2017 (OE2017).

A 20 de dezembro do ano passado, o Governo e o Banco de Portugal (BdP) anunciaram a resolução do Banif com a venda da atividade bancária ao Santander Totta por 150 milhões de euros e a criação da sociedade-veículo Oitante para a qual foram transferidos os ativos que o Totta não quis comprar.

Cerca de um ano e meio antes, a 03 de agosto de 2014, o BdP tomou o controlo do Banco Espírito Santo (BES), depois de o banco ter apresentado prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades distintas.

No chamado banco mau (‘bad bank’), um veículo que mantém o nome BES, ficaram concentrados os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas.

No ‘banco bom’, o banco de transição que foi chamado de Novo Banco, ficaram os ativos e passivos considerados não problemáticos.

 

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