Reditus passa de lucros em 2015 a prejuízos de 2,9 milhões em 2016

A Reditus passou de lucros em 2015 a prejuízos de 2,9 milhões de euros em 2016.

A Reditus passou de lucros em 2015 a prejuízos de 2,9 milhões de euros em 2016, segundo um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Os prejuízos registados em 2016 comparam com o resultado líquido positivo de 264 mil euros obtido no período homólogo anterior.

Os proveitos operacionais chegaram aos 44,9 milhões de euros, refletindo uma queda de 23,2% face ao mesmo período do ano anterior, devido à contração dos negócios no principal mercado africano e a manutenção de um contexto económico adverso no mercado doméstico.

"Continuou a verificar-se um retardar na tomada de decisões de investimento por parte dos clientes, sendo expectável a sua retoma durante 2017, com especial incidência para vários projetos no mercado internacional", refere o relatório e contas da tecnológica portuguesa.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) recuou para 2,8 milhões de euros, face aos 6,9 milhões de euros verificados em termos homólogos.

"Os resultados financeiros negativos diminuíram 25,5% para 2,9 milhões de euros, refletindo o continuado esforço da empresa na obtenção de melhores condições de financiamento por via da renegociação das principais linhas de crédito, nomeadamente quanto ao 'pricing' médio", lê-se no documento.

O relatório aponta ainda que o ano de 2016 "foi marcado por uma alteração significativa no seio do Grupo, ocorrida no último trimestre do ano".

No dia 04 de novembro, a Reditus celebrou com as empresa GFI Informatique e GFI Portugal um acordo para a venda da sua participada para a área de SAP, ROFF - Consultores Independentes.

"Esta alienação insere-se no reposicionamento estratégico do Grupo Reditus, permitindo concentrar a sua atividade no 'core business' (área central de negócios) e acelerar o processo de reestruturação interna (operacional e financeiro), bem como criar as condições para a concretização do seu plano de negócios, assente no desenvolvimento das suas atividades de BPO (Business Process Outsourcing) e ITO (IT Outsourcing) nos mercados doméstico e internacional", frisa o documento.

O negócio nacional contraiu-se 30,9% face a 2015 e as dificuldades no mercado internacional, designadamente no mercado africano, continuaram a verificar-se provocando um impacto negativo nas receitas internacionais do Grupo, que diminuíram 7,1% face ao mesmo período do ano anterior.

As vendas internacionais representaram 39% do total das receitas, o que compara com 32% no ano anterior, mesmo tendo em consideração a saída da Roff do perímetro de consolidação.

 

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