Zona Euro

Reforma da zona euro exige “concessões de todos”, diz Centeno

Mário Centeno. Fotografia: EPA/STEPHANIE LECOCQ
Mário Centeno. Fotografia: EPA/STEPHANIE LECOCQ

Pacote de aprofundamento apresentado amanhã ao conjunto dos líderes europeus.

A União Europeia está menos dividida politicamente, diz Mário Centeno, que defende que há mais hipóteses de compromisso para o aprofundamento da União Económica e Monetária. Mas vão ser necessárias “concessões de todos” para fazer avançar o último pacote de reformas aprovado pelos membros do euro no passado dia 4. Chega amanhã à mesa da última cimeira do ano dos líderes da UE.

O presidente do Eurogrupo, também ministro das Finanças português, apresenta o documento ao Conselho Europeu. Num artigo de opinião, publicado esta quinta-feira no Jornal de Negócios, descreve as “pontas soltas” às quais pretende voltar no próximo ano – entre estas, a criação de um sistema europeu de garantia de depósitos onde tarda em haver consenso.

“No início de 2019 vamos definir um mandato para um grupo de trabalho de alto nível para nos ajudar a quebrar o impasse”, escreve no artigo que é simultaneamente publicado em páginas da imprensa alemã, francesa, italiana e espanhola. O grupo de trabalho sobre o fundo de depósitos comum deverá chegar a conclusões em junho do próximo ano.

Outra “ponta” é a revisão do tratado do Mecanismo Europeu de Estabilidade, que o presidente do Eurogrupo gostaria de realizar também em meados do ano, e que visa apoiar o funcionamento do Fundo Único de Resolução como uma linha de crédito aberta à participação de países fora da moeda única.

Quanto ao orçamento da zona euro, diz, “o caminho está traçado”. França e Alemanha apresentaram uma proposta conjunta para um orçamento do grupo que faça parte do orçamento geral da União. Caso seja aceite pelo Conselho Europeu, a próxima fase será a de desenhar os instrumentos e valências das contas comuns. Ficam para já afastadas intenções de ter um esquema de seguro de desemprego comum na zona do euro.

“Outros instrumentos, como uma ferramenta de estabilização, precisam de mais tempo e debate, mas não vamos perder o nosso foco nesta fase. Estas ferramentas devem complementar – e não substituir – o nosso compromisso com política sustentáveis e com as regras orçamentais que sustentam o euro”, escreve Centeno.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página inicial

Foto: DR

IMI baixa para mais de 24 mil famílias que pediram reavaliação

António Mexia lidera a EDP desde 2005

António Mexia, CEO da EDP, ganhou 6.000 euros por dia em 2018

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Reforma da zona euro exige “concessões de todos”, diz Centeno