Trabalho

Reformas. Governo quer normalizar pagamentos até ao final do ano

José Vieira da Silva, ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Fotografia: Jorge Amaral/Global Imagens
José Vieira da Silva, ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Fotografia: Jorge Amaral/Global Imagens

Vieira da Silva espera que o reforço de pessoal e o novo sistema informático permitam solucionar os atrasos

O ministro do do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, quer normalizar o pagamento das reformas até ao final do ano. Neste momento, há atrasos na atribuição de pensões que atingem os nove meses, “um problema que o Governo já tinha identificado”, disse.

Vieira da Silva pretende ter “até ao final do ano valores aceitáveis para pagamento da primeira pensão”, processos que admite estarem atrasados devido “basicamente a um problema de pessoal”.

O prazo aceitável para a atribuição da reforma é o que está inscrito na lei, ou seja, três meses” disse hoje, no Porto, o ministro, à margem do Local Economic and Employment Development Forum, promovido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Para solucionar estes atrasos, Vieira da Silva recordou que foi aberto um concurso para 200 novos técnicos e também um concurso de mobilidade interna. Em fase experimental, está um novo sistema informático para as pensões.

Vieira da Silva prevê que as melhorias tecnológicas no sistema e o reforço de pessoal nesta área possam normalizar o processo de atribuição das primeiras pensões.

Precariedade elevada no país

“Portugal tem uma taxa demasiado excessiva de contratos precários”, particularmente nos jovens, reconheceu Vieira da Silva, no encontro com a imprensa que se seguiu à abertura do forum promovido pela OCDE e que reúne até amanhã um conjunto de entidades públicas e privadas com o objetivo de debater o futuro do mercado de trabalho, tendo por base os desafios e oportunidades dos progressos tecnológicos e da automatização. Contudo, recusou a ideia que a precariedade esteja a aumentar.

O ministro do Trabalho sublinhou que a região norte foi “fortemente penalizada” no ciclo de destruição de emprego nos anos da crise, mas que agora “lidera a criação de emprego”. Como afirmou, “41% do emprego criado nos últimos três anos foi na região norte”, sublinhando ainda que “o processo de recuperação tem sido bem assumido pela região”. Este dinamismo dever-se-á a alguns setores de atividade como o automóvel, metalomecânica, eletrónica, têxtil, calçado e turismo.

 

 

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