Brexit

Reino Unido assegura que quer chegar a um acordo apesar de haver pouco tempo

(REUTERS/Kevin Coombs)
(REUTERS/Kevin Coombs)

O 'backstop' é o principal entrave a uma saída ordenada do Reino Unido da União Europeia.

O ministro britânico para o ‘Brexit’, Stephen Barclay, assegurou hoje em Madrid que “o Reino Unido quer um acordo” para sair da União Europeia, insistindo que, apesar de “haver pouco tempo”, este é “suficiente” para se chegar a um compromisso.

Num pequeno-almoço com a imprensa na capital espanhola, Stephen Barclay sublinhou que, “nesse acordo, a questão do ‘backstop’ [compromisso sobre a fronteira entre as duas Irlandas] tem de cair”.

“Pensamos que o ‘backstop’ pode ser removido”, realçou o ministro britânico”, acrescentando que um compromisso sobre a “uma alternativa ao ‘backstop'” pode ser alcançado depois da data prevista para a saída definitiva do Reino Unido de 31 de outubro e antes do final do período de transição.

O ‘backstop’ é o principal entrave a uma saída ordenada do Reino Unido da União Europeia.

Trata-se de um mecanismo de salvaguarda que impede que surja uma fronteira física entre a Irlanda do Norte (que faz parte do Reino Unido) e a República da Irlanda (Estado-membro da UE), o único local onde as duas partes têm uma fronteira terrestre.

O mecanismo de salvaguarda para a fronteira irlandesa inscrito no Acordo de Saída assinado em novembro passado entre a então primeira-ministra Theresa May e Bruxelas é rejeitado pelo novo chefe do Governo britânico, Boris Johnson.

“Temos de trabalhar de forma flexível e criativa para chegar a um acordo sem ‘backstop'”, afirmou Stephen Barclay, que pediu à Comissão Europeia, que negoceia em nome dos 27 Estados-membros, para também o ser.

Barclay reconheceu que até “pode não haver” um compromisso, o que implicará uma “saída sem acordo”.

Mas o ministro britânico sublinhou que a própria Comissão Europeia “está totalmente preparada para uma saída sem acordo”.

Barclay repetiu uma posição já avançada por Londres anteriormente: de que prorrogar a saída da UE para além de 31 de outubro “não é uma opção” porque isso significa que seria “ignorado” o mandato dado no referendo de junho de 2016.

Referindo-se ao caso das empresas, alertou que “haverá um impacto se não houver acordo e é por isso” que Londres quer chegar a um novo acordo.

“É muito melhor se houver um acordo, porque isso irá permitir o fluxo normal de mercadorias” entre as duas partes, afirmou o responsável governamental britânico.

Agendada inicialmente para 29 de março, a saída do Reino Unido está agora prevista para 31 de outubro.

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