Brexit

Reino Unido. FMI alerta para “incerteza substancial”

REUTERS/ Phil Noble
REUTERS/ Phil Noble

O Fundo antecipou que um 'Brexit' sem acordo pode penalizar o crescimento global.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve a sua estimativa para o crescimento da economia do Reino Unido em 2019, mas alertou para a “incerteza substancial” desta previsão e antecipou que um ‘Brexit’ sem acordo pode penalizar o crescimento global.

Na atualização ao ‘World Economic Outlook’ (WEO), relatório com previsões económicas mundiais divulgado hoje, o FMI manteve a previsão de crescimento da economia do Reino Unido para 2019, de 1,5%, deixando também inalterada a estimativa de uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) britânico de 1,4% em 2018.

Já para 2020, o Fundo reviu em alta a previsão de crescimento do PIB britânico em 0,1 pontos percentuais para 1,6%, face à estimativa de outubro.

A instituição liderada por Christine Lagarde refere que a previsão de crescimento de cerca de 1,5% da economia do Reino Unido em 2019-2020 pressupõe que será alcançado um acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia (‘Brexit’) em 2019, e que haverá uma transição gradual para o novo regime, alertando, contudo, para a grande incerteza que envolve esta estimativa.

“Existe uma incerteza substancial em torno da projeção de referência de cerca de 1,5% de crescimento no Reino Unido em 2019-20. A projeção inalterada em relação ao WEO de outubro de 2018 reflete a compensação do efeito negativo da incerteza prolongada sobre o resultado do ‘Brexit’ e o impacto positivo do estímulo orçamental anunciado para 2019”, lê-se no documento hoje divulgado.

No entanto, o Fundo refere que, à data, “a forma que o ‘Brexit’ assumirá permanece altamente incerta” e a instituição alerta que a saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo pode penalizar o crescimento global.

“Uma série de fatores, além da escalada das tensões comerciais, poderia deflagrar numa deterioração adicional do sentimento de risco, com implicações adversas no crescimento [global], especialmente devido aos elevados níveis de dívida pública e privada”, indica a instituição liderada por Christine Lagarde, acrescentando que “esses potenciais gatilhos incluem uma saída ‘sem acordo’ do Reino Unido da União Europeia e uma desaceleração maior do que a prevista na China”.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anuncia hoje o seu plano B para o ‘Brexit’, na sequência da rejeição do acordo na terça-feira, por 432 contra 202 votos.

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