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Renault investiga casamento de Carlos Ghosn no palácio de Versalhes

Carlos Ghosn. Fotografia:  REUTERS/Philippe Wojazer
Carlos Ghosn. Fotografia: REUTERS/Philippe Wojazer

Em causa está o financiamento, por parte da Renault, de obras de restauro no palácio francês.

Carlos Ghosn já se demitiu do cargo de CEO da Renault, mas continua a dar dores de cabeça à construtora automóvel francesa.

Num comunicado emitido esta quinta-feira, a Renault informou que está a ser investigado um “benefício pessoal” de 50 mil euros que Ghosn recebeu, ao abrigo de um contrato de mecenato com o Palácio de Versalhes.

Em causa está o financiamento, por parte da Renault, de obras de restauro no palácio francês. O contrato, de 2,3 milhões de euros, foi assinado no verão de 2016, quatro meses antes do casamento de Carlos Ghosn, que teria lugar em outubro desse ano, precisamente em Versalhes.

Como contrapartida desse acordo, a Renault teria direito a obter serviços do palácio no valor de 575 mil euros, o equivalente a 25% do patrocínio para as obras.

A empresa descobriu agora que Versalhes cobrou à Renault 50 mil euros desse valor pelo uso, no dia 8 de outubro, do Grand Trianon, um dos palácios do complexo. O mesmo dia em que teve lugar o casamento de Ghosn, que já na altura foi notícia pela opulência da festa, que teve como tema a corte de Maria Antonieta.

Segundo o jornal Le Figaro, o conselho de administração da Renault foi informado esta quarta-feira e decidiu entregar o caso às autoridades, por desconfiar que a festa foi oferecida diretamente a Ghosn, apesar de a fatura ter sido paga pela Renault.

O antigo CEO da Renault está há mais de dois meses detido no Japão, suspeito de fraude financeira. Arrisca 15 anos de prisão.

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