Imobiliário

Renda média em Lisboa já custa 830 euros. Valor disparou 23% em 2016

Fotografia: direitos reservados
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As zonas mais caras para arrendar casa na capital são o Parque das Nações, onde a renda média ronda os 1080 euros, e as Avenidas Novas.

Que viver em Lisboa é cada vez mais caro já não é uma novidade. O boom turístico dos últimos anos fez disparar o preço do metro quadrado na capital. O último estudo da consultora imobiliária CBRE revela que o valor do arrendamento em Lisboa subiu 23% no último ano, para uma média de 830 euros por mês.

Quando falamos de imóveis novos, este valor sobe para os 1070 euros mensais. As zonas mais caras para arrendar casa na capital são o Parque das Nações, onde a renda média ronda os 1080 euros, e as Avenidas Novas, onde os preços ascendem a 998 euros.

O mesmo estudo revela novos dados sobre a reabilitação e construção de casas em Lisboa.

Atualmente há 180 edifícios em fase de construção, sendo que a maior parte diz respeito a projetos de reabilitação. Até ao final do ano devem ficar concluídas pelo menos 100 obras, colocando no mercado cerca de 1000 novas frações.

A zona que concentra o maior número de projetos em construção é a Baixa e Castelo, onde existem cerca de 40 obras em curso. Seguem-se Chiado, Bairro Alto e São Paulo, logo antes de Liberdade e Príncipe Real.

As mesmas zonas concentram os preços de comercialização mais elevados. A média ronda os 5.960 euros por metro quadrado, mais 7% face a 2015. Na zona do Chiado o preço do metro quadrado é, em média, de 6700 euros. Na Avenida da Liberdade e Príncipe Real desce ligeiramente para 6620 euros.

Entre as zonas analisadas, o preço médio mais baixo está no Lumiar e Alta de Lisboa, com 4100 euros por metro quadrado, 31% abaixo do valor médio do mercado.

O estudo conclui que existem cada vez menos edifícios disponíveis para recuperação no centro da cidade, e que por isso é expectável que no curto prazo, outras zonas da cidade comecem a ganhar projeção.

“A cidade de Lisboa observou ao longo de 2016 um aumento significativo no desenvolvimento de novos edifícios residenciais. São predominantemente projetos de reabilitação, localizados no centro histórico e muito vocacionados para o turismo, na forma de arrendamento de curta duração, e para o mercado estrangeiro. No entanto, a construção começa a expandir-se para outras zonas da cidade, com um maior número de desenvolvimentos de construção de raiz e mais vocacionados para o mercado doméstico”, sublinha Cristina Arouca, Directora de Research da CBRE, citada no estudo.

Dos edifícios atualmente em construção, apenas 66 estão a ser comercializados. O equivalente a 1200 fogos. Porém, entre as casas que foram postas à venda em 2016, apenas 5% ainda estão disponíveis.

“À semelhança do verificado no ano anterior, o número de apartamentos de dimensões reduzidas, isto é, estúdios, T1 ou T2, continua a representar 65% da atual oferta em comercialização, confirmando o claro posicionamento para o investimento no mercado de arrendamento de curta duração, resultante do boom turístico a que se tem assistido na cidade”, destaca Francisco Sottomayor, Director de Promoção da CBRE.

O mesmo responsável acredita, no entanto, que com a recente alteração à lei do alojamento local, no que respeita ao aumento da tributação do negócio, “é expectável que alguns imóveis que estavam a ser alocados ao arrendamento de curta duração sejam colocados em arrendamento habitacional, minimizando a atual escassez de oferta residencial para arrendamento”.

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