Imobiliário

Rendas em Lisboa com a maior queda dos últimos 10 anos

Foto: Paulo Spranger/Global Imagens
Foto: Paulo Spranger/Global Imagens

As rendas das casas no país acentuaram no segundo trimestre os sinais de quebra. Em Lisboa, caíram 6,9%. No Porto, mantiveram-se estáveis.

As rendas em Lisboa registaram uma descida de 6,9% no segundo trimestre do ano, a maior quebra em cadeia de valor contratado desde 2010, ano em que foi lançado o Índice de Rendas Residenciais pela Confidencial Imobiliário.

Em termos homólogos, a descida é de 8,7%, situação que só no quarto trimestre de 2012, em pleno ciclo recessivo do mercado, se verificou mais gravosa, registando-se nesse período uma quebra de 9,1%.

Já nos três primeiros meses do ano, Lisboa apresentou a primeira descida homóloga das rendas em seis anos (menos 1,8%), consolidando um percurso de dois anos de sucessivos abrandamentos.

No Porto, as rendas mantiveram-se estáveis no segundo trimestre, com uma variação de 0,4% face ao três meses anteriores. Em termos homólogos, o mercado do Porto registou uma subida de 6,5% face a igual período do ano passado.

A nível nacional, o mercado quebrou no segundo trimestre, verificando uma descida em cadeia de 2,8%. Como em Lisboa, esta foi a contração trimestral mais acentuada do Índice de Rendas Residenciais nos últimos 10 anos.

Ainda assim, as rendas em Portugal Continental continuam 2,4% acima do mesmo período de 2019.

Estes dados foram divulgados pela Confidencial Imobiliário no âmbito do Índice de Rendas Residenciais, que monitoriza o desempenho das rendas registadas nos contratos de arrendamento.

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