Imobiliário

Rendas na Rua Santa Catarina cresceram 30%

Rua de Santa Catarina, no Porto, a principal artéria pedonal da cidade. Fotografia: Igor Martins/Global Imagens
Rua de Santa Catarina, no Porto, a principal artéria pedonal da cidade. Fotografia: Igor Martins/Global Imagens

Imobiliário Falta de lojas para arrendar faz disparar o preço prime para 45 euros por metro quadrado

A Rua de Santa Catarina, por onde passam, em média, 4.200 pessoas por hora no período de maior afluência, é a localização mais procurada pelos comerciantes no Porto. Não admira, por isso, que as rendas na principal artéria pedonal da cidade tenham crescido 30%, nos primeiros nove meses do ano, face a igual período de 2016. A renda mensal de uma loja nesta zona é, em média, de 45 euros por metro quadrado. E a tendência é para continuar a subir.

Estes são dados do Porto Marketview, um estudo sobre o mercado imobiliário da cidade, da responsabilidade da CBRE e que ontem foi apresentado. A multinacional regressa ao Porto, de onde saiu nos anos da crise recente, atendendo ao “enorme dinamismo” da região, com uma equipa que será liderada por Luís Mesquita, ex-diretor comercial do Centro Empresarial Lionesa.

“O Porto continua a atrair um crescente número de turistas, os quais muito têm contribuído para a atmosfera vibrante que se vive atualmente na cidade”, destaca a consultora no estudo. Sobre Santa Catarina, “a artéria de excelência” do comércio no Porto, a CBRE lembra que a disponibilidade de lojas para arrendamento “é muito reduzida”, pelo que se espera uma “nova subida da renda prime na zona”. Até porque há alguns edifícios em reabilitação “que deverão disponibilizar espaços mais qualificados”, acrescenta.

A Avenida dos Aliados será a próxima zona de top do comércio da cidade. “Nos últimos dois anos foram transacionados diversos imóveis nesta rua e a remodelação destes vai criar novas oportunidades e alguma massa crítica para a atração de marcas premium e de luxo”, destaca a CBRE. Para já, as rendas prime nos Aliados rondam os 40 euros por metro quadrado.

Por outro lado, os investimentos previstos para o Mercado do Bolhão e para a zona de D. João I, caso do projeto imobiliário ‘Bonjardim City Block’ que irá nascer no quarteirão da antiga Casa Forte, são apontados como contributos certos para aumentar a atratividade e a dinâmica neste eixo central da cidade.

No estudo, a CBRE analisa, ainda, o segmento de escritórios, no qual, sublinha, o Porto “compete, atualmente, com diversas cidades europeias, incluindo Lisboa, na captação de empresas internacionais para as áreas de externalização de serviços”. Tem a vantagem de “oferecer custos de ocupação e salários mais reduzidos”, bem como uma oferta residencial “mais ampla e a preços mais acessíveis” para alojar os empregados que as empresas possam necessitar de expatriar.

No entanto, a “potencial dinâmica do mercado” está condicionada, por uma escassez de oferta com qualidade. “Passaram-se quatro anos sem a inauguração de novos edifícios de escritórios e, só agora, há projetos em construção”, destaca a CBRE. Em resultado desta reduzida disponibilidade, as rendas na Boavista, o foco de maior procura de escritórios, cresceram 4% este ano e estão nos 14 euros por metro quadrado. Nas restantes zonas empresariais do Porto e nos concelhos limítrofes a renda prime varia entre os 10 euros por metros quadrados da Maia e os 12,5 euros por metros quadrado em Ramalde.

Porto. “Região tem hoje uma importância internacional

Cinco anos depois de sair do Porto, a CBRE, a maior empresa mundial na prestação de serviços imobiliários, regressa com uma equipa local para servir a região. “Nunca deixamos de trabalhar a cidade, mesmo que à distância, mas a importância que o Porto tem hoje a nível internacional fez-nos concluir que a região merece hoje uma representação direta”, explica Luís Mesquita.

Até ao final do ano a equipa contará com quatro pessoas. A empresa manifesta a disponibilidade para reforçar este número, mas “tudo dependerá da evolução do mercado”. A CBRE irá cobrir, sobretudo, os segmentos de escritórios, comércio, investimento e logística.

A área residencial, onde poderão atuar pontualmente, “não será o foco” da consultora, diz Luís Mesquita. “O Porto é uma cidade vibrante em termos imobiliários. O driver do turismo tem vindo, nos últimos anos, a transformar a cidade”, sublinha.

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