Política Monetária

Reserva Federal corta juros para o máximo de 2%. E Trump já reagiu

Jerome Powell, líder da Reserva Federal norte-americana. Fotografia: REUTERS/Joshua Roberts
Jerome Powell, líder da Reserva Federal norte-americana. Fotografia: REUTERS/Joshua Roberts

O banco central norte-americano sinaliza, para já, o fim dos cortes na taxa de referência e Donald Trump já criticou postura da Fed.

Pela segunda vez este ano, a Reserva Federal norte-americana (Fed) cortou a principal taxa de juro em 25 pontos base, para um intervalo entre 1,75% e 2% deixando a indicação de que poderá parar por aqui, ignorando a pressão da Casa Branca para maior redução do preço do dinheiro.

O corte anunciado esta quarta-feira está em linha com a expectativa do mercado, mas não do presidente Donald Trump que queria mais e já o manifestou no Twitter, acusando o presidente da Reserva Federal de ter falhado outra vez. “Jay Powell e a Reserva Federal falham de novo. Não têm coragem, bom sendo, visão! Um comunicador terrível”, escreveu Trump pouco depois de conhecida a decisão.

Na nota sobre a decisão, tomada com sete votos favoráveis entre os membros do comité, é referido que os indicadores dops meses de verão apontam que “o mercado de trabalho se mantém forte e que a atividade económica tem aumentado a um ritmo moderado”. “Os ganhos de emprego têm sido sólidos, em média, nos meses recentes, e a taxa de desemprego tem permanecido baixa”.

A Fed destaca também a evolução do consumo, mas aponta a sinais fracos noutros sectores da economia. “Apesar da despesa das famílias ter vindo a crescer a um ritmo forte, o investimento empresarial e as exportações enfraqueceram”, aponta. Assim, assinala que os preços mantêm-se abaixo da meta de 2% de inflação.

O corte da Fed era o já esperado pelos mercados, afundou os títulos das bolsas de Nova Iorque, com perdas até 1% no Nasdaq e de 0,65 no Dow Jones, há pouco. Os rendimentos da dívida pública americana nos mercados secundários também estão a cair mais de 2%.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
O primeiro ministro, António Costa, fala aos jornalistas durante a conferência de imprensa realizada no final da reunião do Conselho de Ministros, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, 04 de junho de 2020. MANUEL DE ALMEIDA / POOL/LUSA

Governo vê economia a crescer 4,3% em 2021 e desemprego nos 8,7%

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, durante a conferência de imprensa após a reunião extraordinária da Comissão Permanente de Concertação Social por video-chamada, no Ministério da Economia, em Lisboa, 16 de março de 2020. RODRIGO ANTUNES/LUSA

Segunda fase do lay-off custa mais de 700 milhões de euros

Jorge Rocha de Matos, presidente da Fundação AIP. Foto: direitos reservados

Rocha de Matos: IVA devia ser de 6% em todos os eventos para ajudar o turismo

Reserva Federal corta juros para o máximo de 2%. E Trump já reagiu