Política Monetária

Reserva Federal: guerra de tarifas não muda rumo dos juros

Jerome Powell, presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos. Fotografia: REUTERS/James Lawler Duggan
Jerome Powell, presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos. Fotografia: REUTERS/James Lawler Duggan

Desemprego nos Estados Unidos vai continuar a cair e a inflação está acima da meta de 2%.

A escalada de tensões comerciais não altera o curso da Reserva Federal. O presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, afirmou esta terça-feira que a Fed pretende manter o ritmo de subidas nas taxas dos fundos federais, com os indicadores-mira da política monetária a manterem-se em linha com as expetativas. Os juros vão continuar a subir.

O presidente da Fed falou hoje perante os senadores dos Estados Unidos, indo amanhã dirigir-se à câmara baixa do Congresso, no testemunho semestral sobre as perspetivas para a economia dos Estados Unidos.

A primeira metade do ano fica marcada pela descida de 0,1 pontos percentuais na taxa de desemprego, para 4%, e por uma ligeira aceleração da inflação (2,3% nos 12 meses terminados em maio), a exceder a meta monetária de 2% devido ao aumento dos preços dos combustíveis.

“É difícil prever o resultado final das atuais discussões sobre a política comercial, assim como o tamanho e o timing dos efeitos económicos das recentes mudanças na política fiscal”, indicou Powell.

Em junho, a comissão de mercados da Reserva Federal subiu a taxa dos fundos federais em 25 pontos base, para 2%. Os analistas têm avançado estimativas de uma subida até aos 3% ainda durante este ano. Mas, apesar de bons dados no emprego e nos preços, a Fed citava no mês passado preocupações de alguns sectores económicos com os aumentos de tarifas e um recuo de planos de investimento.

Para Powell, no que toca a riscos para as previsões, o copo pode agora tanto estar meio cheio, como meio vazio.“Em geral, vemos o risco de um enfraquecimento inesperado da economia como estando relativamente equilibrado com a possibilidade de a economia crescer mais rapidamente do que o que antecipamos neste momento.”

Depois de um aumento do PIB de 2% no primeiro trimestre, a Reserva Federal indica que o crescimento terá acelerado até junho, apoiado num aumento do emprego, maior rendimento disponível e pelo otimismo das famílias.

“A taxa de desemprego é baixa e deve continuar a cair. Os americanos que querem empregos têm boas hipóteses de os encontrar. Além disso, os salários estão a crescer um pouco mais rapidamente do que há alguns anos”, avaliou Jerome Powell.

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