Resorts vão investir 1200 milhões em cinco anos

Mais de 80% do turismo residencial está concentrado no Algarve. Associação quer promover mais equilíbrio.

Quinta do Lago, Vale do Lobo e Comporta são alguns dos mais célebres, mas há em Portugal dezenas de complexos turísticos de luxo. Nos próximos cinco anos deverão nascer mais: os 22 associados da Associação Portuguesa de Resorts (APR) preveem investir 1,2 mil milhões de euros até 2025. O bolo inclui a construção de novas unidades, mas também ampliações e remodelações.

Os sócios da APR detêm em conjunto 35 resorts, que representam um volume de negócios de 650 milhões de euros, distribuídos por 60 mil camas. Pedro Fontainhas, diretor executivo da associação, dá conta de um setor “cada vez mais especializado”, que tenta atrair sobretudo europeus em busca de segundas residências, que “vêm à procura de um conceito e não de um teto para dormir”.

Mais de 80% dos resorts em Portugal estão concentrados no Algarve, encontrando-se as restantes unidades distribuídas pelo Alentejo e arredores de Lisboa. Um dos objetivos da APR é promover o “equilíbrio” deste tipo de turismo, nomeadamente no norte do país, onde o conceito ainda não chegou.

Uma das empresas associadas da APR que quer contribuir para a nova fase do turismo residencial é a Discovery Hotel Management (DHM), um fundo que se dedica a comprar unidades hoteleiras em declínio e a recuperá-las. Entre março e junho deste ano, o DHM vai inaugurar quatro empreendimentos, em Albufeira, Évora, Monte Real e Lousã. O investimento total foi de 15 milhões de euros, revela Frederico de Brion Sanches, administrador do grupo, em declarações ao Dinheiro Vivo.

"Somos um fundo diferente dos nossos concorrentes. O nosso objetivo é fazer a reestruturação das empresas. Compramos um ativo com o seu passado, seja ele bom ou mau, e estamos no mercado a médio/ longo prazo, e não a curto. Temos ambições muito grandes no setor hoteleiro", diz Brion Sanches.

A ambição do grupo é ser o quarto maior grupo hoteleiro português nos próximos “dois ou três anos”. Através de aquisições, o DHM vai investir cerca de 200 milhões de euros para “mais do que duplicar” as atuais 1600 camas para cerca de 4000.

"Vamos olhar mais para os Açores e para o Porto e contamos crescer no Algarve e em Lisboa também. Temos de nos distinguir pela qualidade do serviço e não pela massificação. Portugal não ganha nada com hotéis de 500 quartos. Queremos criar um ADN próprio para cada um dos nossos ativos, aproveitando as particularidades de cada um", conclui o administrador da DHM.

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