Coronavírus

Restaurantes criam grupo de trabalho com Sonae para acompanhar situação

epa08316291 Two employees clean the tables of the empty Colombo Shopping Centre, one of the largest in Europe, in Lisbon, 23 March 2020.  The new coronavirus, responsible for the covid-19 pandemic, has already infected more than 341,000 people worldwide, of whom more than 15,100 have died.  In Portugal, there are 23 deaths and 2,060 confirmed infections, according to the balance made today by the Directorate General of Health. Portugal is in a state of emergency since 00:00 on Thursday and until 23:59 on 02 April.  EPA/JOSE SENA GOULAO
epa08316291 Two employees clean the tables of the empty Colombo Shopping Centre, one of the largest in Europe, in Lisbon, 23 March 2020. The new coronavirus, responsible for the covid-19 pandemic, has already infected more than 341,000 people worldwide, of whom more than 15,100 have died. In Portugal, there are 23 deaths and 2,060 confirmed infections, according to the balance made today by the Directorate General of Health. Portugal is in a state of emergency since 00:00 on Thursday and until 23:59 on 02 April. EPA/JOSE SENA GOULAO

A associação nacional de restaurantes PRO.VAR e o grupo Sonae, que gere vários centros comerciais, decidiram criar um grupo de trabalho para acompanhar a situação no setor, de acordo com um comunicado hoje divulgado.

Esta decisão foi tomada numa reunião entre a PRO.VAR (PROmover & inoVAR) e a administração da Sonae Sierra, “o maior senhorio em Portugal, com o objetivo de encontrar soluções que permitam defender os espaços de restauração nos mais de 30 centros comerciais que gerem no continente e ilhas”, lê-se na mesma nota.

Nesse encontro, a entidade “manifestou o seu descontentamento pelo facto de esta empresa, que é líder de mercado na gestão de centros comerciais, não ter acompanhado o exemplo” de outras do ramo, “que optaram por isentar o pagamento de rendas, aplicando descontos futuros, para os próximos meses”.

A associação reconhece que este é um “problema acrescido pelo facto de este tipo de decisões não dependerem em exclusivo da Sonae Sierra, pois está muito condicionada pelo facto de estar muito exposta a grandes fundos de investimento estrangeiros”.

Ainda assim, a PRO.VAR “apresentou algumas propostas alternativas, que passam por soluções inovadoras e construtivas, que por um lado protejam os espaços comerciais e por outro lado vão no sentido de promover e inovar os centros, aplicando-se estratégias que tenham a ver com economia circular, redução do horário de funcionamento e apoios específicos aos lojistas”.

O grupo de trabalho ficará assim incumbido de acompanhar a evolução da situação para ser possível “avaliar de forma mais célere o impacto económico e responder às necessidades, com ideias e propostas ajustadas aos estabelecimentos de restauração, sem prejuízo de cada lojista fazer a sua negociação individual, podendo estes recorrer à associação para partilha das suas preocupações”, de acordo com a mesma nota.

A associação acredita numa “solução de renda variável, para todos os espaços de restauração, seja em espaço de ‘shopping’ ou de rua, com a obrigatoriedade de comunicação diária da faturação aos senhorios, a exemplo do que já acontece nos centros comerciais”, tendo em conta a imprevisibilidade da situação atual.

“Percebe-se, que à data de hoje, a retoma será lenta, as quebras de faturação são, em média, na ordem dos 80%, não há modelo de negócio que possa resistir por muito tempo a esta realidade”, alertou a entidade, sublinhando que “os contratos de arrendamento, não prevendo este cenário, não acautelaram, com cláusulas específicas, os interesses das partes” e que, por isso, terá de ser criada legislação nesse sentido.

“Para agravar o problema, a maioria dos senhorios não encontraram soluções justas para responder ao encerramento forçado dos estabelecimentos de restauração e pretendem manter as rendas que nada têm a ver com a atual conjuntura económica, aproveitando-se de posições de vantagem, quer seja por garantias prestadas e ou obras estruturais e beneficiação nos espaços em causa e que não poderão ser deslocadas para outros espaços”, lamentou o organismo.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou quase 330 mil mortos e infetou mais de 5,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,9 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.289 pessoas das 30.200 confirmadas como infetadas, e há 7.590 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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