Coronavírus

Restaurantes só em modo take-away, hotéis ainda devem poder abrir

coronavirus
Restaurante. Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Piscinas, ginásios, salas de conferências devem encerrar, nos hotéis ou fora deles, indica diploma preliminar, que ainda está a ser ultimado

Todos os restaurantes em Portugal vão ter de encerrar portas ao público, mas podem continuar a funcionar em regime de “entregas ao domicílio” e de comida para fora, o chamado “take-away”. Já os hotéis devem poder continuar abertos (menos os restaurantes e bares dos hotéis), diz o governo numa versão preliminar do quadro das medidas de limitação no âmbito do estado de emergência, decretado desde as 0h00 desta quinta-feira.

Esta redação do diploma, a que o Dinheiro Vivo teve acesso, circulou na quinta-feira, no entanto ainda não estava fechada (os trabalhos continuam esta sexta-feira). Pode haver alterações já que o executivo continua a acertar vários detalhes.

A lista de limitações (provisória) definida pelo governo é longa, mas aparentemente tenta suavizar o impacto na restauração e na hotelaria, sectores que são hoje dos maiores empregadores nacionais.

Apesar de muitos já terem decido fechar e de outros (muitos) o estarem a fazer por causa do colapso na procura, o governo permitirá aos restaurantes e outros estabelecimentos de comidas e bebidas que continuem a preparar e a fornecer refeições e outros artigos de comida e bebida para fora.

“O disposto na presente resolução não se aplica às atividades de comércio por grosso à prestação de serviços entre operadores económicos e à prestação de serviços na área da hotelaria, salvo no que concerne aos serviços de restauração, nem aos estabelecimentos que pretendam manter a respetiva atividade exclusivamente para efeitos de entrega ao domicílio”.

Em todo o caso, mesmo em modo de take-away, os estabelecimentos têm de “cumprir as regras de higiene e as demais recomendações da autoridade de saúde”.

Resumindo. O governo manda “encerrar as instalações e estabelecimentos” de “atividades de hospitalidade e restauração, salvo no que concerne ao fornecimento de refeições em regime de take-away ou entregas ao domicílio”.

“Tabernas e adegas; cafeterias, bares e afins; chocolatarias, gelatarias, casas de chá e similares; restaurantes, restaurantes self-service e similares; bares-restaurante; bares e restaurantes de hotel; esplanadas”, tudo isto tem de fechar ao público e só podem funcionar em regime de take-away.

Como referido, na versão ainda preliminar do quadro legal que regula o estado de emergência, os hotéis vão poder continuar abertos, apesar do colapso na procura e no número de turistas. “O disposto na presente resolução não se aplica à prestação de serviços na área da hotelaria”, diz o texto provisório do conselho de ministros.

No entanto, piscinas, ginásios, salas de conferências terão de encerrar atividade, seja nos hotéis ou fora deles, indica o mesmo projeto de diploma.

(atualizado à 1h00 com a referência de que o diploma que serve de base para a notícia é ainda uma versão provisória; texto final na sexta-feira, 20 de março)

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