Restaurantes no topo das novas lojas abertas em 2015

Análise não exaustiva da Cushman & Wakefield diz que abriram 350 novas lojas nas principais cidades e shoppings, das quais 100 são restaurantes

Se ainda havia dúvidas de que a comida e os chefs de cozinha estavam na moda, agora poderá deixar de haver. Das 350 lojas que abriram/renovaram contratos em 2015, pelo menos 100 são restaurantes, revela uma análise não exaustiva da consultora imobiliária Cushman & Wakefield.

De acordo com o estudo, apresentado esta terça-feira, os restaurantes estão, assim, no topo das novas aberturas de 2015 em centros comerciais e nas principais cidades do país, o que se explica com o aumento do turismo. Seguem-se as lojas de moda, com 87 novos espaços, e depois os serviços, com cerca de 38 novas lojas.

Apesar do crescimento do comércio de rua e do aumento da procura por este tipo de espaços, a Cushman ressalva que a maior parte destas 350 novas lojas referem-se a aberturas em centros comerciais, mas apenas por ser mais fácil de monitorizar o que se passa nos shoppings do que na rua.

Este número de lojas revela que já não estão a abrir apenas lojas de luxo na Avenida da Liberdade e no Chiado. Aqui a procura continua e continuam a abrir espaços novos, como o da marca de malas Rimowa ou a Porsche Design, mas há muitas novidades em centros comerciais, como a Lefties ou a Michael Kors do centro comercial Colombo. Ou as padarias Eric Kayser que abriram nas Fnac do Chiado e do Colombo.

De acordo com o mesmo estudo da Cushman, esta realidade é também uma prova de uma maior dinâmica da economia nacional e de uma certa recuperação do poder de compra dos portugueses. Uma situação que ditou também um regresso da construção e/ou expansão de novos centros comerciais.

O ano passado voltou a abrir apenas um shopping e também foi uma expansão, neste caso do Jumbo de Sintra, mas para 2016 está prevista a conclusão da expansão do Oeiras Parque e ainda a abertura do Nova Arcada, o antigo Dolce Vita Braga.

Este centro, que pertencia à imobiliária espanhola Chamartín e estava previsto inaugurar em 2008, mas primeiro as obras atrasaram e a abertura resvalou para 2009 e depois para 2010 e ainda para 2011. Entretanto veio a crise dos centros comerciais e depois a crise económica e a troika e a Chamartín entrou em insolvência em Portugal e teve de entregar todos os ativos à banca, incluindo este que foin parar às mãos da Caixa Geral de Depósitos. Em 2014 o banco e a Sonae Sierra chegaram a acordo para que a empresa ficasse a gerir o centro e já o ano passado a Ikea entrou a bordo para lá abrir uma loja.

A Ikea é, aliás, outra das protagonistas de novas aberturas de centros comerciais mas em 2017, neste caso em Loulé. Nesse ano está também prevista a conclusão da expansão do Norte Shopping.

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