Restrições financeiras aumentaram destruição de postos de trabalho

Exportações aceleram
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A crise económica levou a um congelamento salarial e a uma massificação do salário mínimo nacional, revela hoje o Banco de Portugal num estudo que analisa a “catastrófica destruição de emprego” em Portugal.

O trabalho assinado por Anabela Carneiro, Pedro Portugal e José Varejão, conclui que as restrições financeiras são as maiores culpadas pela enorme destruição de postos de trabalho. E os economistas dizem mesmo que “sim, foi a margem de destruição de postos de trabalho que divergiu de outras recessões económicas”.

O documento de 57 páginas, que analisa a evolução de postos de trabalho, revela que “o severo constrangimento de crédito teve um papel significativo na destruição de postos de trabalho”.

O relatório refere que a média de salário pago caiu à medida que se verificou, a partir de 2009, a um congelamento salarial. Além disso, este fenómeno foi acompanhado de um “aumento do número de trabalhadores temporários” e que “a rigidez salarial foi associada à baixa criação de emprego e altas taxas de insucesso de empresas.

Leia em detalhe o estudo

O desemprego atingiu em janeiro deste ano um recorde máximo de 17,7%, tendo começado a recuar a partir daí. Segundo o governo, a tendência será para melhorar.

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