Imobiliário

Retalho. Aberturas com quebra de 64% no semestre

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Fotografia: Pedro Granadeiro/Global Imagens

É de prever uma quebra generalizada na atividade imobiliária, principalmente nos sectores do retalho e hotelaria

Durante os primeiros seis meses do ano abriram apenas 150 lojas, uma queda de 64% face ao homólogo de 2019, avança o Market Update da Cushman & Wakefield.

Segundo o relatório da consultora imobiliária, este decréscimo verificou-se essencialmente no segundo trimestre do ano, período em que se registou 40 aberturas no setor do retalho português, fruto dos efeitos do confinamento devido à pandemia do novo coronavírus.

O comércio de rua representou 69% das novas aberturas e os conjuntos comerciais responderam por 18%. O setor da restauração foi o mais ativo, impulsionado pelo crescimento que o turismo vinha a registar, com 62% do número de operações.

“Na primeira metade do ano, o mercado imobiliário português refletiu o impacto da pandemia da COVID-19, com a suspensão generalizada dos processos de tomada de decisão a ter uma maior expressividade na atividade ao longo do segundo trimestre”, diz a Cushman & Wakefield.

Ainda assim, os valores brutos de arrendamento das lojas mantiveram-se estáveis, com a renda prime no comércio de rua a situar-se nos 130 euros/m2 em Lisboa (Chiado) e nos 75 euros/m2 no Porto (Baixa). Nos centros comerciais, foi de 105 euros/m².

Segundo Andreia Almeida, da Cushman & Wakefield, “antecipa-se uma quebra generalizada na atividade imobiliária face a 2019, que será particularmente sentida nos setores atualmente mais afetados, nomeadamente retalho e hotelaria”.

Lisboa com quebra na procura de escritórios

Na Grande Lisboa, o volume de absorção de escritórios nos primeiros seis meses do ano registou uma quebra homóloga de 23%, que foi ainda assim atenuada pela conclusão de algumas transações de grande dimensão iniciadas antes da pandemia. Neste período, foram transacionados 84.400 m2, distribuídos por 57 negócios. A taxa de desocupação nesta região aumentou ligeiramente para os 4,2%.

No Grande Porto, a absorção semestral foi de 28.400 m2, um crescimento de 38%. Foram concretizados 24 negócios, com a área média transacionada a aumentar para os 1.180 m2.

A oferta futura, estimada para os próximos três anos em 237.000 m2 em Lisboa e 70.800 m2 no Porto, “enfrenta agora um maior risco de correção em baixa, particularmente pelo potencial adiamento ou mesmo cancelamento de alguns dos projetos previstos”, adianta a consultora.

A atividade de ocupação no setor industrial e logístico verificou a transação de 64.400 m2, 9% abaixo do período homólogo. Foram fechados 13 negócios. A área média por operação situou-se nos 5.000 m2.

 

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