Retorno das qualificações “é muito baixo” para empresas e trabalhadores

João Duarte, professor da Nova SBE, lembrou que a instituição educativa criou um observatório para a qualificação profissional.

As qualificações dos portugueses são apontadas até como um fator de retenção de investimento ao longo dos últimos anos, mas aparecem curtas no retorno salarial dos trabalhadores e, ainda, na produtividade empresarial. Também não servem na hora de pensar a próxima década, segundo João Duarte, da Nova SBE, que lançou este ano, em conjunto com a Confederação Empresarial portuguesa, Observatório Português de Requalificação Profissional.

Num debate sobre o futuro da economia portuguesa na próxima década, promovido esta sexta-feira pelo Dinheiro Vivo, o académico esteve entre os que lembraram que integração de novas tecnologias, por exemplo, vai precipitar uma transformação que “será muito rápida e significativa”. “É necessário que as empresas ponham no topo da agenda o investimento em capital humano”, defendeu.

Será também necessário “reformar o sistema educacional”, afirmou João Duarte, que também alertou para a necessidade de se alcançar um investimento em qualificações que compense. “Existe grande capital investido nas pessoas. No entanto, quando se olha ao retorno real às empresas e trabalhadores, nos seus salários, esse retorno é muito baixo”, constatou.

Sobre o observatório para a requalificação de trabalhadores, defendeu que a ideia é criar um ecossistema para a ação, não só para o diagnóstico, que acelere a reconversão das qualificações dos trabalhadores. “Se os outros estão a correr, nós temos de sprintar”.

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