Greve dos motoristas

Revendedores de combustíveis esperam acordo “o mais brevemente possível”

Posto de abastecimento de combustíveis REPA (Rede Estratégica de Postos de Abastecimento) no Porto (ESTELA SILVA/LUSA)
Posto de abastecimento de combustíveis REPA (Rede Estratégica de Postos de Abastecimento) no Porto (ESTELA SILVA/LUSA)

Associação de revendedores de combustíveis registou “com agrado” o anúncio do final da greve e do estado de crise energética

A associação de revendedores de combustíveis registou “com agrado” o anúncio do final da greve e do estado de crise energética e espera que haja um acordo entre as partes envolvidas o mais depressa possível.

“Registamos com agrado o anúncio do final da greve e o fim do estado de crise energética que estava decretado. Esperamos que as partes envolvidas cheguem a um acordo o mais brevemente possível”, afirmou o presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec), Francisco Albuquerque, em declarações à Lusa.

O responsável deixou uma “palavra de apreço” aos revendedores de combustíveis, salientando que “foram fundamentais para minimizar o impacto da greve junto da população, das empresas e do país em geral”.

O presidente da Anarec destacou os revendedores que fizeram parte da Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA) exclusiva: “tiveram de fazer um esforço suplementar” e “sentiram como ninguém o impacto da greve, devido aos prejuízos sentidos com a enorme queda de vendas e com o custo acrescido de obrigatoriedade de funcionamento 24 horas”, sustentou.

Questionado sobre se já é conhecido o valor da compensação para esses postos de abastecimento, Francisco Albuquerque respondeu que desconhece esse valor e adiantou que “as contas serão feitas caso a caso”, acrescentando que “as empresas que considerarem que devem ser compensadas terão o apoio necessário da parte da Anarec”.

O Governo aprovou esta segunda-feira, em reunião eletrónica do Conselho de Ministros, o fim da crise energética declarada há nove dias devido à greve de motoristas de pesados, a partir das 23:59.

O executivo socialista justificou a decisão “considerando o termo da greve decretado pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias, no dia 15 de agosto, e pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), no dia 18 de agosto, assim como a evolução favorável registada ao longo do período de crise energética nos postos de abastecimento de combustível exclusivos integrados na REPA”.

A situação de crise energética teve como objetivo garantir os abastecimentos energéticos essenciais à defesa, ao funcionamento do Estado e dos setores prioritários da economia, bem como à satisfação dos serviços essenciais de interesse público e das necessidades fundamentais da população durante a greve dos motoristas.

O Conselho de Ministros declarou em 09 de agosto a situação de crise energética, para o período compreendido entre as 23:59 desse dia e as 23:59 de 21 de agosto, para todo o território nacional.

Foi também constituída a REPA, integrando postos de abastecimento exclusivo para entidades prioritárias e veículos equiparados, como Forças Armadas, forças de segurança, proteção civil, emergência médica ou transporte público de passageiros e uma rede para abastecimento público com bombas abertas ao público em geral, mas com restrições na quantidade de abastecimento.

Para terça-feira está marcada uma reunião no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa, para a retoma de negociações entre a associação patronal Antram e o SNMMP.

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