Revive

Revive Internacional arranca em São Tomé e Moçambique

Quartel da Graça, em Lisboa. (Fotografia: D.R.)
Quartel da Graça, em Lisboa. (Fotografia: D.R.)

Governo português vai atuar como assessor técnico. Identificação de monumentos continua em Marrocos e Angola

De Portugal para África. É este o destino do Revive, o programa que requalifica património devoluto e o transforma num produto de valor turístico. Já era conhecido que a iniciativa lançada em Portugal em 2016 seria exportada. Agora, o Dinheiro Vivo sabe que os governos de São Tomé e de Moçambique decidiram replicar o programa. As decisões chegaram depois de os dois países terem recebido visitas oficiais, durante as quais já foram identificados edifícios que podem ser concessionados a privados.

Questionada, a secretaria de Estado do Turismo confirma. “Já foram feitas visitas técnicas a Moçambique e São Tomé e Príncipe para identificação de património”. O gabinete de Ana Mendes Godinho acrescenta ainda que “o programa Revive Internacional está neste momento em fase de construção, estando a ser identificado o património que pode integrar o programa em Marrocos, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique.

À semelhança do que acontece em Portugal, o Revive Internacional vai ter como base imóveis públicos que, pela sua dimensão ou localização possam ser colocados ao serviço do Turismo. Isto é, que possam ser convertidos em hotéis, mas também em restaurantes, espaços culturais ou de animação e comércio.

A ida para o estrangeiro está a ser apadrinhada por Portugal e a implementação destes programas lá fora terá o governo português e Turismo de Portugal como consultores técnicos.

Por cá, o Revive é visto como um sucesso. Dos 33 imóveis que arrancaram com a primeira edição deste programa, 16 já têm os concursos lançados e sete deles já estão concluídos e adjudicados. Estes negócios já fechados asseguraram receitas de 51 milhões de euros aos cofres nacionais.

Como o Dinheiro Vivo noticiou, o programa que permite a gestão destes edifícios por um período entre 30 e 50 anos, já suscitou o interesse de cerca de 440 potenciais investidores. Destes, 100 eram estrangeiros. Mas o Governo quer mais e, ao mesmo tempo que ensina outros países a seguir o exemplo português, tenta atrair novos olhos para os imóveis nacionais – neste momento decorrem os concursos para a Casa de Marrocos (Idanha-a-Nova), Quartel do Carmo (Horta, Açores), Convento de São Francisco (Portalegre), Convento do Carmo (Moura), Mosteiro de Lorvão (Penacova), Quinta do Paço de Valverde (Évora), Castelo de Vila Nova de Cerveira, e Quartel da Graça (Lisboa) –, especialmente agora que lançou uma nova versão do Revive, o Natureza.

Esta nova versão não incide em monumentos, fortes nem quartéis, mas antes em espaços localizados em áreas protegidas ou florestais, como antigas casas florestais. Este programa quer aproveitar o interesse dos turistas pelo crescimento do turismo de Natureza, e que motivam 22 milhões de viagens na Europa.

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