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Revive. Mais 15 imóveis nacionais vão ter segunda vida no turismo

Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo.
( Álvaro Isidoro / Global Imagens )
Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo. ( Álvaro Isidoro / Global Imagens )

O programa que concessiona património público a privados vai ter mais 15 imóveis. Um palacete em São João da Madeira e o Forte Velho do Outão, em Setúbal, estão na lista.

O Palacete Conde Dias Garcia, em São João da Madeira, está devoluto. No passado, já albergou o tribunal da comarca da cidade e, dentro de algum tempo, pode ter todo o seu esplendor renovado, transformando-se num projeto turístico. Mais a sul, na região de Setúbal, o forte Velho do Outão, construído no século XVI para defender a costa, está ao abandono há vários anos. O restauro da sua anterior glória pode não tardar e o local até pode vir a ser invadido, mas por turistas.

Estes dois imóveis fazem parte de um leque de 15 que vão ser integrados no programa Revive, que visa dar uma segunda vida a património cultural e histórico devoluto através da concessão a privados para o desenvolvimento de projetos turísticos. “Vamos lançar ainda neste mês a segunda fase do Revive, acrescentando à lista inicial mais 15 imóveis”, localizados um pouco por todo o país, disse a secretária de Estado do Turismo ao DV.

A primeira fase do Revive, lançada há três anos, contou com uma seleção de 33 imóveis. Deste conjunto, ainda falta lançar 16 concursos, algo que vai acontecer até ao fim do ano. Aliás, “vamos lançar nos próximos dois meses – julho e agosto – oito concursos e estamos na reta final de análise de alguns”, como é o caso do Quartel do Carmo, na Horta, na ilha do Faial, sublinhou Ana Mendes Godinho.

O interesse que este conjunto de mais de 30 imóveis tem despertado tem vindo a crescer. O governo já recebeu 500 manifestações de interesse, 150 das quais de investidores estrangeiros, segundo dados da Secretaria de Estado do Turismo.

Revive Natureza este mês

O Revive Natureza, que vai concessionar a privados imóveis localizados na área de floresta ou em zonas protegidas, vai avançar ainda em julho. “O objetivo do Revive Natureza é criar uma rede de oferta de alojamento [com recurso a] imóveis que estão sem uso há muitos anos. O objetivo é voltar a dar-lhes vida e, por outro lado, posicionar Portugal como um destino de turismo de natureza.” Chegou a ser noticiado que este programa iria arrancar no primeiro trimestre de 2019.

Ana Mendes Godinho sublinha que “o Revive Natureza exigiu uma prévia identificação de todos os imóveis que estavam em condições de entrar neste programa porque, mais uma vez, têm diferentes detentores ou proprietários”, pertencendo a entidades como a Direção-Geral do Tesouro e Finanças, Ministério da Defesa, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e Ministério da Agricultura.

O Revive Internacional, que passa por alargar este programa a outros países de língua portuguesa, está já em curso. Há acordos de cooperação assinados com cinco países: Brasil, Cabo Verde, São Tomé, Angola e Moçambique. “Em relação a Cabo Verde, já foram identificados alguns imóveis. Já fizemos uma missão empresarial na qual participaram investidores portugueses para ver os imóveis que tinham potencial. Estamos a preparar uma missão empresarial a São Tomé, que acontecerá em setembro, para levar empresas portuguesas que estejam interessadas em conhecer as oito roças às quais o programa Revive se vai aplicar.”

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