Turismo

Revive: Sete hoteleiros na corrida para transformar o Quartel da Graça

Quartel da Graça, em Lisboa. (Fotografia: D.R.)
Quartel da Graça, em Lisboa. (Fotografia: D.R.)

Quartel da Graça é um dos imóveis que está integrado no programa Revive, e vai ser concessionado a privados para ser transformar num hotel de luxo.

O governo recebeu sete propostas para a transformação do Quartel da Graça, em Lisboa, num hotel de luxo, indicou ao Dinheiro Vivo, fonte oficial da secretaria de Estado do Turismo. O imóvel integra o programa Revive, criado em 2016 com o objetivo de dar uma segunda vida ao património cultural e histórico devoluto através da concessão dos imóveis a privados para desenvolvimento de projetos turísticos.

O concurso público para a concessão do edifício por um período de 50 anos e, consequente reabilitação para instalação da unidade hoteleira, foi lançado no início de fevereiro. Chegada agora a última fase do processo, e depois de terem sido selecionados oito candidatos, o Executivo tem em cima da mesa sete propostas para transformar o antigo quartel num hotel de cinco estrelas. No início do processo, houve 13 manifestações de interesse.

O Convento da Graça, em Lisboa, nasceu no século XIII para acolher ordens religiosas. Com a extinção destas, o Exército português tomou o lugar e ocupou o espaço, rebatizando-o de Quartel da Graça. Localizado em pleno Largo da Graça, permite uma vista privilegiada sobre a capital.

Para transformar o edifício, o governo estima que vai ser necessário um investimento na ordem dos 30 milhões de euros, sendo que a renda anual é de mais de 332 mil euros. A área de construção total é de 15 495 m2, ficando de fora a zona relativa à igreja e respetivo jardim. Publicamente, por várias vezes, o grupo Vila Galé, segundo maior grupo hoteleiro nacional, manifestou interesse em ficar com o espaço e reabilitá-lo, até porque neste momento tem apenas uma unidade hoteleira na capital. Ainda assim, têm sido várias personalidades do setor a mostrarem-se interessadas.

48 edifícios

A primeira fase do programa Revive foi lançada em 2016, com 33 imóveis. Até ao momento foram adjudicados nove imóveis, que representam um investimento de 68 milhões de euros, tendo sido lançados 19 concursos públicos. O primeiro a ser concessionado – o Convento de S. Paulo, em Elvas, que foi adjudicado ao grupo Vila Galé – já abriu portas, sendo um hotel de quatro estrelas, com 79 quartos. No final de julho, o governo decidiu lançar a segunda fase do Revive, integrando mais 15 imóveis.

Além disso, o governo decidiu aplicar este programa a imóveis associados à natureza. O Revive Natureza, programa que vai permitir a criação de uma rede de imóveis públicos sem uso, inseridos na natureza, e consequente recuperação para exploração turística, vai ser operacionalizado através de um Fundo Imobiliário Especial. Este fundo, que vai ter a seu cargo a gestão de 96 imóveis do Estado – como antigas casas florestais, postos da guarda-fiscal e outros pequenos imóveis dispersos -, vai dispor de cinco milhões de euros, da responsabilidade do Turismo de Portugal, que vão servir para financiar a recuperação dos imóveis.

Em entrevista ao Dinheiro Vivo, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, indicou que “brevemente” vai ser publicado “o diploma com as 96 casas em todo o país nas áreas protegidas. Vamos ter uma casa nas Penhas Douradas, a Quinta do Seixal, em Gouveia, o posto fiscal do Burgau”, entre o leque de edifícios.

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