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Rio diz que atual Governo vai ter oposição firme, mas não populista

FERNANDO VELUDO/LUSA
FERNANDO VELUDO/LUSA

Rui Rio disse que o atual Governo terá com a nova liderança do PSD uma “oposição firme e atenta”, mas “não demagógica ou populista”.

Rui Rio afirmou hoje que seguirá o legado deixado por Francisco Sá Carneiro e avisou que o atual Governo terá com a nova liderança do PSD uma “oposição firme e atenta”, mas “não demagógica ou populista”.

No seu discurso de vitória nas eleições diretas para a liderança social-democrata, em que elogiou o ainda presidente Pedro Passos Coelho, Rui Rio disse que sempre se guiou pelos ideais do fundador do PSD, Sá Carneiro, e que é essa “a bússola” que vai “continuar a seguir como meta”.

O partido, disse, “não foi fundado para ser um clube de amigos ou uma agremiação de interesses ou de grupos”.

Para Rui Rio, o PSD iniciará depois do congresso, em fevereiro, onde serão eleitos e empossados os órgãos nacionais, “uma nova etapa”, que passará pela “construção de uma alternativa de governo à atual frente de esquerda que se formou no parlamento”.

“Uma alternativa capaz de dar a Portugal uma governação mais firme e corajosa, capaz de enfrentar os grandes problemas estruturais com que há muito o país se confronta, uma alternativa capaz de reforçar a nossa aposta em Portugal e de nos restituir a vontade, a alma e a esperança”, sublinhou.

Rui Rio assegurou que “o atual Governo terá na nova liderança do PSD uma oposição firme e atenta, mas nunca demagógica e populista, porque nunca contra o interesse nacional”.

O novo líder do PSD considerou que o seu partido “é o que deu ao país o maior impulso de crescimento e desenvolvimento económico” e que “sempre soube liderar as mais importantes reformas que o país” regista.

“É a este PSD que iremos dar continuidade”, acrescentou.

Perante uma sala cheia, com mais de centena e meia de militantes, o ex-presidente da Câmara do Porto começou por agradecer a todos os militantes que votaram em si, mas também aos outros que preferiram o seu adversário. Agradeceu também a quem esteve a seu lado nestes mais de três meses, bem como a Pedro Santana Lopes, que “com generosidade e empenho se apresentou a estas eleições, permitindo assim um confronto de ideias que não só valorizam esta vitória como enriquecem os objetivos comuns”.

Nos seus agradecimentos a Pedro Passos Coelho, Rui Rio destacou ter sido o primeiro-ministro que enfrentou “a mais grave e a mais longa crise económico-financeira que o país viveu nos últimos 40 anos”.

“Na história deverá ficar registado o nosso agradecimento a Pedro Passos Coelho, que foi o primeiro-ministro que retirou Portugal da bancarrota para onde os desmandos de outros atiraram o país”, disse, recebendo depois uma salva de palmas na sala.

Rui Rio agradeceu ainda o apoio de Francisco Pinto Balsemão, militante número um do partido, que “ao aceitar ser o primeiro subscritor da candidatura emprestou-lhe particular força”, bem como o de Nuno Morais Sarmento, mandatário da candidatura, e, entre outros, o de David Justino, coordenador da sua moção de estratégia global.

O ex-autarca não se esqueceu também de deixar uma palavra ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmando: “Terá no PSD a lealdade que os princípios éticos a todos nos impõem e a colaboração institucional de que o país e o regime necessitam”.

O social-democrata referiu ainda que os portugueses terão com a sua liderança “um partido com vontade inabalável de servir Portugal e de procurar contribuir para dar a todos a oportunidade de um futuro melhor”.

Esse futuro melhor “que só conseguiremos se formos capazes de construir uma sociedade mais justa, mais solidária e mais capaz de ajudar na construção da felicidade, de todos e de cada um de nós”, concluiu.

Rio chegou à sala às 23:04, sendo recebido com aplausos dos militantes e frases como “Rio vai em frente, tens aqui a tua gente”.

Ao seu lado estiveram Nuno Morais Sarmento, Salvador Malheiro e Paulo Mota Pinto.

Desde as 20:30 e até à sua chegada, a sala do hotel foi-se enchendo aos poucos, ao som do hino do PSD “Nós somos um rio”.

Apesar da vitória, à meia-noite, menos de uma hora depois do discurso de Rui Rio, na sala já só se encontravam jornalistas e o ‘staff’ da candidatura que arrumava o material.

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