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Rui Rio critica “maior carga fiscal de sempre” com “piores serviços públicos”

Rui Rio, presidente do PSD.
(Fotografia: Pedro Granadeiro/ Global Imagens)
Rui Rio, presidente do PSD. (Fotografia: Pedro Granadeiro/ Global Imagens)

O presidente do PSD, Rui Rio, responsabilizou a governação socialista por haver em Portugal "os piores serviços públicos"

“Este Governo falhou notoriamente nos serviços públicos. Temos a carga fiscal máxima, que nunca foi tão pesada, pagamos impostos como nunca pagamos e devíamos ter melhores serviços”, referiu o líder social-democrata, acrescentando: “Damos mais dinheiro em impostos e temos piores serviços públicos”.

Para Rui Rio, “há uma falha completa na organização dos serviços públicos”, assinalando que essa é, “a par do aumento dos impostos, a marca mais negativa deste Governo”.

Falando aos jornalistas em Alpendurada, no concelho de Marco de Canaveses, distrito do Porto, onde hoje visitou as instalações da Cercimarco, o presidente do PSD insistiu na ideia de haver em Portugal “uma completa degradação dos serviços públicos”, dando como exemplo os atrasos na emissão do Cartão do Cidadão e o tempo que se demora para se deferir a reforma depois de efetuado o pedido.

“Na verdade, alguém que se reforme com 66 anos e meio mete os papéis e demora praticamente um ano em muitos casos, apenas porque os serviços administrativos não funcionam como deve ser”, criticou, lembrando que a maior parte das pessoas precisa do salário ou da reforma para viver”, referiu.

O líder social-democrata comentava aos jornalistas um artigo do jornal britânico “Financial Times” que elogiava o desempenho da economia portuguesa e do Governo.

“O endividamento de Portugal face ao exterior está a aumentar face ao exterior e foi isso que determinou a falência há uns anos”, afirmou Rui Rio.

Dizendo tratar-se da opinião de um jornalista estrangeiro que “não conhece o quotidiano português”, Rui Rio contrapôs com o facto de em Portugal se estar a criar emprego baseado em baixos salários, situação que só pode ser alterada se, frisou, se for alterado o modelo da economia nacional.

“Criamos empregos relativamente precários e de muito baixos salários. Aquilo que pretendemos é criar melhores empregos e salários mais altos. Para isso, é preciso modificar o modelo da economia portuguesa, que tem de assentar em exportações e em investimento”, defendeu.

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