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Rui Rio. Centeno a liderar Eurogrupo também é mérito do PSD-CDS

Rui Rio. Fotografia: Filipe Amorim / Global Imagens
Rui Rio. Fotografia: Filipe Amorim / Global Imagens

"Mérito tem de ser repartido pelo Governo anterior, por tudo aquilo que fez", mas "é uma excelente notícia", diz o candidato à liderança do PSD.

O candidato à liderança do PSD Rui Rio disse este sábado que, se Mário Centeno conseguir ser eleito líder do Eurogrupo, será uma “excelente notícia” e o mérito terá de ser repartido entre o anterior governo do PSD-CDS e o atual.

O mérito tem de ser repartido pelos dois governos. Tem de ser repartido pelo Governo anterior, por tudo aquilo que fez, e tem de ser repartido pelo Governo atual por tudo aquilo que também fez e, portanto, eu acho que para Portugal é uma excelente notícia”, disse Rui Rio aos jornalistas, à margem de uma sessão com militantes do PSD em Fátima, distrito de Santarém.

Embora considerando que o cargo de líder do Eurogrupo não é “absolutamente determinante”, Rui Rio considerou que é um cargo “que pode ter alguma influência sobre aquilo que podem ser as políticas europeias”.

“E, portanto, Portugal e os países do Sul ganham com isso e esperemos que os do Norte também ganhem por força de uma maior unidade europeia”, argumentou.

Questionado sobre se entende que há o perigo da eventual eleição como líder do Eurogrupo poder levar Mário Centeno a descurar a função de ministro das Finanças, Rui Rio disse esperar que isso não aconteça.

“Todo o Governo português, e em particular o Dr. Mário Centeno, quando aceita um cargo desses, está consciente de que vai ocupar uma parte do seu tempo fora de Portugal, mas que tem o ministério das Finanças e toda a equipa das Finanças preparada para continuar a dar a resposta que está capaz de dar. Boa ou má, isso depois logo se vê, é a resposta que está capaz de dar”, afirmou o político portuense.

O outro candidato à liderança do PSD, Pedro Santana Lopes, também foi abordado sobre o assunto “Mário Centeno”. Disse que a candidatura do ministro das Finanças à presidência do Eurogrupo “deve ser motivo de satisfação”, mas também de preocupação com as consequências no funcionamento do ministério.

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