Rui Rio: “Temos um somatório de 40 anos de défices”

Rui Rio

Portugal foi cometendo erros atrás de erros e foi aumentando o seu endividamento público e externo. A análise foi feita hoje por Rui Rio, ex-presidente da Câmara do Porto e atual quadro da consultura de recursos humanos Boyden.

“Estamos a falar de um somatório de 40 anos de défices que resultaram no endividamento do país. Nem um ano de superávit tivemos desde o 25 de abril. A dívida pública chegou a ser de 50% pelos anos 90, mas está agora em 130% do PIB”, afirmou Rui Rio, na introdução que realizou à conferência “As empresas e o imperativo da competitividade”, evento que está a decorrer esta manhã na Pousada do Freixo, no Porto.

O endividamento externo foi outro ponto focado, uma vez que resultou numa atitude do Estado, das empresas e das famílias muito suportada na banca. “É aquilo que devemos ao exterior e isso resultou na atual situação da banca portuguesa”.

O Estado acabou por fazer o contrário do que era suposto, não sendo amigo das empresas, uma vez que se endividou e não foi capaz de criar um ambiente propício ao crescimento da economia.

O ex-autarca e putativo candidato a sucessor de Passso Coelho acabou por abordar os três anos de resgate a que o país foi submentido. “A receita da troika tornou claro que ou o país cresce ou não paga a dívida. A estratégia terá de ser assente no investimento e exportações. São duas componentes do PIB, sendo que o consumo privado e público não podem ser as receitas para o crescimento, como já ficou provado”.

Rui Rio salientou a importância de aumentar a competitividade das empresas, mesmo que seja para venda no mercado interno, uma vez que isso contribui para diminuir as importações, beneficiando a balança comercial. “Os recursos humanos acabam por ser fundamentais para que uma empresa seja competitiva”.

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