Rússia garante apoio a empresas abrangidas pelas sanções dos EUA

A Rússia prometeu apoiar as empresas que sejam alvo de novas sanções impostas pelos EUA a instituições de vários oligarcas proeminentes.

A Rússia prometeu hoje apoiar as empresas nacionais que sejam alvo de novas sanções impostas pelos Estados Unidos a instituições de vários oligarcas proeminentes, para tranquilizar os investidores.

"Na situação atual, se a situação das empresas piorar, vamos apoiá-las", disse o vice-primeiro-ministro, Arkady Dvorkovich, de acordo com as agências de informação russas, citadas pela agência de notícias francesa AFP.

"Essas empresas já estão a receber apoio constante", acrescentou o governante, respondendo à questão sobre o impacto das novas sanções norte-americanas, que podem ser um novo golpe para a economia russa.

Sete oligarcas e doze empresas fazem parte da nova lista, que inclui o dono do gigante do alumínio Rusal, Oleg Deripaska, e Igor Rotenberg e Viktor Vekselberg, importantes figuras do setor energético, para além de Kirill Chamalov, que Washington diz ser genro de Vladimir Putin.

Os mercados bolsistas russos estavam hoje a cair, o mesmo acontecendo com o rublo, que atingiu o nível mais baixo dos últimos 12 meses.

Na bolsa de Hong Kong, a Rusal estava a perder cerca de metade do seu valor em bolsa, o que poderia levar a um incumprimento financeiro por parte do gigante do setor do alumínio.

Na sexta-feira, a empresa de exportação militar estatal da Rússia, a Rosoboronexport, que também está na lista, disse que as sanções decretadas pelos EUA são "uma desculpa para remover a Rússia do mercado mundial do armamento".

"Os Estados Unidos adotam estas medidas em resposta ao conjunto das atitudes escandalosas e das atividades nefastas do Governo russo, que prosseguem através do mundo", declarou aos 'media' um alto responsável da Casa Branca na semana passada.

Estas medidas incluem "a sua ocupação da Crimeia, o incitamento à violência no leste da Ucrânia, o apoio ao regime de Bashar al-Assad na Síria" e as "ciberatividades malignas".

"Mas, antes de tudo, é uma resposta aos contínuos ataques da Rússia para subverter as democracias ocidentais", acrescentaram os mesmos responsáveis, que falaram com os jornalistas na condição de anonimato.

Em março, os Estados Unidos tinham já visado com sanções 19 russos e outras entidades, para além de ter expulso dezenas de diplomatas e encerrado dois consulados russos em resposta ao "mau comportamento" da Rússia, incluindo o envenenamento em solo britânico de um ex-espião atribuído a Moscovo, mas firmemente desmentido pelo Kremlin.

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